sexta-feira, maio 15
Banner do colunista João Luis Jr

Primeiro é preciso reconhecer que sim, o nome disso é vexame. Vai ter gente tratando o goleiro Lucas Arcanjo como se fosse o filho perdido que Lev Yashin teve com Gordon Banks e mandou pra ser criado por uma prima em Piritiba, vai ter cidadão tratando o time baiano como se fosse a seleção de 70, vai ter até maluquinho falando que Jair Ventura é um grande nome da nova geração de treinadores.

Entendo que soa bonito, claro que parece simpático, compreendo que pra alguns isso pode tornar a eliminação precoce na Copa do Brasil menos vergonhosa. Mas se você tem um carro cuja velocidade máxima é de 120 km/h e ele é ultrapassado por outro que só consegue fazer 80, por mais méritos que o motorista daquele veículo tenha, o problema real está ou no seu motor ou em como você está dirigindo. Então sim, todos os méritos para o time do Vitória, mas o Flamengo nesta quinta viveu sim um vexame. Uma vergonha. Uma humilhação. E é importante que isso seja visto como tal.

Leia mais do autor: Chance de ser herói nesse Flamengo não falta. Cabe ao cidadão apenas aproveitar

Porque nada do que aconteceu nesses dois jogos diante do Vitória pode ser normalizado. 47 finalizações, oito grandes chances criadas e apenas dois gols não é normal. Tomar três gols desse vitória que, em 19 partidas do Brasileirão, só fez 18 gols, não é normal. A maneira como o time atuou nesses dois confrontos é tudo, menos normal.

Não é aceitável o nível de falta de comprometimento de Carrascal, que trata partidas eliminatórias com a mesma seriedade de passeios de lancha em Cartagena e parece mais interessado em gerar conteúdo pra um vídeo de dribles ao som de música dance latina do que em vencer.

Assim como não é compreensível que Luiz Araújo atualmente pareça estar atuando não pra conseguir uma vaga entre os titulares, mas pra conseguir uma vaga na lista de saídas do clube na próxima janela de transferência. 

Como pode o Cebolinha jogador perder gols que o Cebolinha personagem da Turma da Mônica faria? Ou que até mesmo o Jotalhão, o Horácio e a Dona Pedra com quem o Bidu conversa conseguiriam concretizar?

E ainda que Pedro seja sim um centroavante de rara categoria, os minutos finais de um jogo decisivo, quando o gol é essencial, não pediriam a bicuda alta pra meta ao invés de um chute colocado com força de criança vitoriana tísica?

Leonardo Jardim franje a testa durante coletiva após Vitória x Flamengo
Foto: Reprodução/ FlamengoTV

E poderíamos entrar também na questão da defesa. O que foi a saída de Rossi no segundo gol, que parecia menos um goleiro profissional e mais um tio alcoolizado jogando peteca no final de um churrasco? Estava Danilo querendo se garantir na Copa e assim que foi confirmado por Ancelotti decidiu entrar no modo de economia de energia?

Como fica o discurso de Leonardo Jardim, que disse que não se preocupava com o volume de chances perdidas pela equipe porque o importante era que elas fossem criadas? Porque aparentemente o regulamento da Copa do Brasil ainda leva em consideração só os gols, não as chances, e estamos eliminados de uma competição da qual Juventude e Chapecoense ainda estão participando.

Porque seja salto alto, seja falta de treinamento, seja pura incompetência, a realidade é que a falta de eficiência do Flamengo nas finalizações acaba de nos derrubar da primeira competição importante do ano. E se isso não for tratado como vexame e abordado com a seriedade que merece, pode acabar nos derrubando de outras. E ficar elogiando goleiros dos outros não vai resolver.


Fique por dentro de tudo no seu WhatsApp! 📲 Quer receber as notícias do Mengão em primeira mão, direto no seu celular? Entre agora no canal oficial do Jornal do Fla no WhatsApp e não perca nenhum detalhe sobre o nosso Mais Querido.
👉 CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO CANAL

Compartilhar.
Leave A Reply