A dificuldade do Flamengo em furar bloqueios defensivos sem Arrascaeta voltou ao centro do debate após a eliminação precoce na Copa do Brasil. Para a comentarista Ana Thaís Matos, a ausência do Camisa 10 faz do Fla um time “sem cérebro” no meio-campo.
“Eu acho que sem o Arrascaeta, o Flamengo fica um time sem cérebro, porque o Jorginho é muito talentoso, o Evertton é muito talentoso, mas precisa daquele elo para levar a bola para o ataque. O Carrascal não tem sido esse jogador, ele fica atrás da linha de passe, ele fica esperando a bola de costas, ele não tem o cacoete para jogar como um meia”, analisou Ana Thaís.
Para a jornalista, Leonardo Jardim precisa encontrar alternativas urgentes para não desperdiçar o bom momento individual de peças como Jorginho. Segundo Ana Thaís Matos, a insistência em funções que não extraem o melhor dos atletas tem punido a criatividade da equipe, que se torna previsível.
“Eu acho que está na hora do Leonardo Jardim encontrar outra alternativa, já que ele não vai ter o Arrascaeta. É para ele pensar, de fato, como vai fazer para esse time não perder criatividade e usar o bom momento do Jorginho, porque o Jorginho segue jogando muito bem, só que ele não tem alguém para fazer esse jogo associativo para frente, depois que ele já passa a intermediária do meio campo”, concluiu.
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Insistência em cruzamentos reflete falta de repertório do Flamengo contra Vitória
A carência de um articulador central forçou o Flamengo a abusar das jogadas laterais no Barradão. Sem conseguir furar o bloqueio do Vitória por baixo, a equipe apelou para 34 cruzamentos, obtendo sucesso em apenas 10 deles.
O índice de 29% de acerto nas bolas alçadas evidencia a ineficiência ofensiva mencionada por Ana Thaís. A estratégia, que deveria ser um recurso, tornou-se a única via de ataque, facilitando o trabalho da defesa baiana e expondo a falta de criatividade do meio-campo.
A ‘defesa’ de Jardim na coletiva
Em sua justificativa aos jornalistas, Leonardo Jardim negou que a posse de bola tenha sido passiva. Para o treinador, o volume de 26 finalizações é a prova de que o time produziu o necessário, atribuindo o resultado a um erro pontual de execução técnica e não à falta de organização.
“Quando eu falo em posse estéril, é uma posse que não cria finalizações. Hoje, a posse criou situação de finalização. Tivemos a do Luiz Araújo, do Carrascal de cabeça, tivemos do Pedro para finalizar. Creio que tivemos essa capacidade de criar. Não tivemos capacidade de finalizar”, defendeu-se o comandante.
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