Uma semana após a apresentação da chamada “emenda do profissionalismo”, a proposta de reforma estatutária de Luiz Eduardo Baptista tem encontrado boa receptividade entre diferentes correntes políticas do Flamengo. A tendência é de apoio massivo, embora pontos específicos ainda estejam em discussão nos bastidores.
A proposta transfere o papel dos vice-presidentes para uma função de supervisão estratégica, enquanto o comando dos departamentos passaria a ser conduzida por executivos de mercado. Assim, o Conselho Diretor seria substituído por um Conselho Gestor responsável pela supervisão da gestão profissional.
A apuração do Jornal do Fla indica que a profissionalização da estrutura administrativa é vista como um caminho sem volta por parte significativa dos associados, embora alguns pontos específicos ainda devam ser alvo de emendas e debates no Conselho Deliberativo.
Bap propôs uma série de mudanças relevantes no Estatuto do Flamengo.
— Jornal do Fla – Notícias do Mundo Rubro-Negro (@sitejornaldofla) June 9, 2026
Nosso repórter @_MatheusCelani resumiu aquele que é o principal ponto da reforma.
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Debate gira em torno de ajustes, não da profissionalização
A profissionalização da gestão é uma pauta antiga dentro do Flamengo e já vem sendo aplicada na prática em áreas estratégicas da atual administração. A proposta de Bap busca justamente transformar esse modelo em regra estatutária permanente, reduzindo a influência de cargos políticos na operação diária do clube.
Segundo apurou o Jornal do Fla, o ambiente entre os associados é favorável à consolidação desse modelo. A principal preocupação manifestada por alguns grupos não está relacionada à contratação de executivos profissionais, mas ao desenho institucional que será criado a partir da reforma.
Nesse contexto, um dos temas que mais tem aparecido nas discussões internas envolve a distribuição de poderes dentro da futura estrutura administrativa. Pela proposta, caberá ao presidente indicar integrantes do Conselho Gestor, nomear e destituir vice-presidentes não executivos e participar diretamente de decisões estratégicas do clube.
Como os vice-presidentes deixariam de exercer funções operacionais e os departamentos passariam a ser conduzidos por executivos contratados, alguns associados defendem a criação de mecanismos adicionais de controle e fiscalização para garantir maior equilíbrio institucional.
O debate não gira em torno da profissionalização, mas de eventuais ajustes que garantam equilíbrio institucional dentro do novo modelo.
Grupos estudam propostas de alteração
O texto segue em análise por diferentes correntes políticas do clube. Alguns grupos já trabalham internamente na elaboração de emendas e sugestões de aperfeiçoamento que poderão ser apresentadas durante a tramitação da matéria no Conselho Deliberativo.
A expectativa é que as propostas não alterem o objetivo central da reforma, mas promovam ajustes em pontos considerados sensíveis da nova estrutura de governança. Por esse motivo, a discussão atual nos bastidores do Flamengo tem se concentrado menos na adoção do modelo profissional e mais na definição dos mecanismos que deverão garantir equilíbrio.
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Entenda a emenda do profissionalismo no Flamengo
A proposta enviada por Bap extingue do Estatuto a estrutura atual baseada em vice-presidências responsáveis pela condução das diferentes áreas do clube. Em seu lugar, os departamentos passariam a ser administrados por profissionais remunerados, selecionados com base em critérios técnicos e experiência de mercado.
O projeto também cria um Conselho Gestor, que substituiria o atual Conselho Diretor. A função do novo órgão seria supervisionar a gestão profissional, acompanhar metas, processos, riscos e resultados, sem participação direta na operação diária das pastas.
Outro ponto relevante é a exigência de dedicação integral dos executivos contratados. O texto ainda prevê restrições para a contratação de associados que tenham ocupado cargos eletivos recentemente, numa tentativa de separar a administração profissional da disputa política interna.
Caso seja aprovada, a reforma transformará em obrigação estatutária um modelo que já vem sendo adotado pela atual gestão. Na prática, futuras administrações não poderiam simplesmente abandonar a profissionalização sem promover uma nova alteração no Estatuto do clube.
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