Uma das primeiras missões de Luiz Eduardo Baptista como diretor da Libra será tentar reabrir as negociações com a Globo sobre o contrato de transmissão do Brasileirão. Os clubes entendem que existe uma lacuna no acordo atual que pode gerar perdas superiores a R$ 100 milhões ao longo da competição.
O problema surgiu após o acesso do Remo à Série A. Como o contrato não prevê aumento automático do valor pago pela emissora em caso de crescimento do número de clubes da Libra na primeira divisão, a entrada de um décimo integrante passou a diluir a divisão das receitas entre mais participantes.
O resultado é que clubes mantiveram o mesmo valor global do contrato (R$ 1.113 bilhão), mas passaram a repartir a quantia entre dez equipes, e não mais nove. O tema já vinha gerando incômodo no Flamengo desde o ano passado e agora deve voltar à pauta com mais força após mudanças na direção do blobo.
As informações foram publicadas inicialmente pelo UOL. Segundo a reportagem, Bap será um dos responsáveis por conduzir as conversas com a Globo. O dirigente passou a integrar a diretoria da Libra após a saída do Palmeiras e terá participação direta na tentativa de renegociar os termos do acordo.
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Bap defende revisão do contrato da Globo
A postura do presidente do Flamengo não chega a ser uma surpresa. Em entrevista recente ao jornalista Mauro Cezar Pereira, o dirigente voltou a criticar a forma como os direitos de transmissão foram negociados e afirmou que a nova gestão da Libra pretende revisar pontos considerados prejudiciais aos clubes.
“Bato nessa tecla há muito tempo. Do meu ponto de vista, isso revira meu estômago. É de uma burrice inacreditável”, declarou.
Na mesma entrevista, Bap citou o jogo Cartola como exemplo de ativo explorado comercialmente pela Globo sem geração de receita para os clubes. Segundo ele, o Flamengo pretende levar conhecimento técnico para as futuras discussões sobre os contratos de mídia.
“Seguramente, nessa nova fase da Libra, o Flamengo vai aportar conhecimento para rediscutir o contrato com a Globo. Tenho uma visão de que contrato existe para ser gerado e renegociado”, acrescentou.
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Libra busca equiparação com contrato da LFU
A principal tese defendida pelos clubes é que o contrato da Libra deveria ter tratamento semelhante ao acordo firmado entre Globo e Liga Forte União (LFU). Neste caso, existe previsão de aumento dos valores pagos caso o número de clubes participantes cresça.
A Libra entende que a diferença cria um desequilíbrio contratual e avalia exigir acesso aos termos do acordo da LFU para fundamentar o pedido de equiparação. Já a Globo sustenta que os contratos possuem características distintas e que existem vantagens concedidas à Libra que não estão presentes no outro modelo.
Apesar da disposição para manter diálogo com os clubes, a emissora considera que o contrato atual oferece segurança jurídica e não vê obrigação de elevar os valores pagos. Com posições distantes, a discussão promete se transformar em um dos principais temas políticos e comerciais do futebol brasileiro nos próximos meses.
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