Arrascaeta deu mais um passo na recuperação no Flamengo e voltou a trabalhar com bola no Ninho do Urubu. Apesar da evolução, o meia uruguaio ainda não foi reintegrado ao elenco e tem presença improvável na decisão contra o Estudiantes, nesta quinta-feira (22), pela semifinal da Libertadores.
A situação do camisa 10 ganhou atenção após Leonardo Jardim comentar as possibilidades de retorno dos jogadores lesionados depois da vitória por 3 a 0 sobre o Bahia. Na ocasião, o treinador não garantiu a presença de nenhum dos atletas que estão em recuperação e citou Arrascaeta entre os jogadores que ainda precisavam passar por avaliação.
“Gostaria de responder (quem tem condições), mas não sei. Nenhum está treinando ainda. Vamos chegar lá e fazer a avaliação do Ayrton Lucas, do Arrascaeta”, afirmou Jardim.
O uruguaio já realiza exercícios leves com bola e consegue movimentar as pernas normalmente, chutar e dar passes. No entanto, ainda precisa evitar impactos no punho operado, seja em divididas ou em eventuais quedas sobre o braço. Por isso, o trabalho segue individualizado, com acompanhamento dos fisioterapeutas do Flamengo.
Além disso, Jardim costuma exigir que os jogadores recuperados de lesão participem de vários treinos com o restante do elenco antes de voltarem a ser relacionados. Arrascaeta também depende da consolidação da fratura, acompanhada pelo clube por meio de radiografias, para receber liberação para as atividades coletivas.
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Flamengo prepara Arrascaeta para reta final da temporada
A previsão inicial do Flamengo é de que Arrascaeta precise de seis a oito semanas para voltar a jogar após a cirurgia, realizada em 1º de outubro. Com isso, o retorno é esperado para novembro, embora o prazo possa ser encurtado caso o meia apresente uma evolução acima do previsto.
Na época do procedimento, Fernando Sassaki, chefe do departamento médico rubro-negro, explicou que a liberação do braço permite uma recuperação com maior liberdade de movimentos e ajuda a preservar o condicionamento físico do atleta.
“Com o braço liberado, a gente consegue ter uma reabilitação mais adequada, permitindo movimentos mais livres. Biomecanicamente, isso é melhor para o atleta. É melhor para manter o seu condicionamento físico”, explicou Sassaki.
O planejamento do Flamengo é recuperar o camisa 10 a tempo de uma possível final da Libertadores. Antes disso, porém, a equipe precisa superar o Estudiantes nesta quinta-feira, às 21h30, no Maracanã. Após o empate por 0 a 0 na Argentina, uma vitória garante a classificação rubro-negra, enquanto um novo empate leva a decisão para os pênaltis.
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