Arrascaeta vai passar por cirurgia no punho esquerdo nesta quinta-feira (1º), após sofrer uma fratura durante a Data Fifa. O médico do Flamengo, Fernando Sassaki, explicou os detalhes da lesão e revelou como será o processo de recuperação do Camisa 10.
O uruguaio sofreu o trauma durante a vitória por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul. Após realizar exames ainda na Ásia, foi constatada uma fratura do rádio distal com deformidade importante, quadro que levou o departamento médico a indicar o procedimento cirúrgico.
Segundo Sassaki, a cirurgia é necessária para reposicionar o osso e garantir uma recuperação adequada para um atleta de alto rendimento. O procedimento será feito com a utilização de uma placa fixada por parafusos.
“Quando você avalia essas imagens, você nota uma deformidade importante, né? E isso já, de cara, já define o tratamento cirúrgico, ainda mais ele é um atleta de alto rendimento.”
A escolha pela cirurgia também permite que Arrascaeta tenha maior liberdade de movimentos durante a recuperação. Com o punho estabilizado, o Flamengo poderá trabalhar a parte física do jogador sem precisar submetê-lo a uma imobilização que limite outros movimentos.
“A cirurgia vai permitir que o atleta fique já com o braço liberado, né? E aí a gente consegue ter uma reabilitação mais adequada, permitindo movimentos mais livres.”
Arrascaeta retornou ao Brasil nesta quarta-feira (30) e será operado na tarde desta quinta. O departamento médico do Flamengo não estabeleceu uma data para o retorno do meia. A evolução após o procedimento será determinante para definir quando Arrascaeta poderá voltar aos treinos e aos jogos.
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Médico do Flamengo explica cirurgia e descarta Arrascaeta jogando com proteção
Fernando Sassaki explicou que a cirurgia vai reposicionar o rádio distal e fixá-lo com uma placa e parafusos. A estrutura deixa o osso estável imediatamente e permite que o departamento médico avance na reabilitação. Ele também descarta a possibilidade de Arrascaeta atuar com uma proteção no punho.
“Isso para o atleta biomecanicamente é muito ruim, ele não consegue correr direito, ele não consegue se preparar para um chute da bola, que precisa estender o cotovelo. Então uma órtese para ele poder jogar é inviável.”
Sobre o prazo, Sassaki explicou que uma pessoa que não é atleta pode levar de oito a 12 semanas para se recuperar de uma fratura desse tipo. Em atletas de alto rendimento, porém, a média pode cair para seis a oito semanas, dependendo da evolução.
O médico ressaltou, no entanto, que o Flamengo vai acompanhar Arrascaeta diariamente antes de definir o momento do retorno.
“A gente vai avaliando dia a dia, vendo como estão as condições de melhora da dor, as condições de cicatrização, avaliando através de radiografia para a gente ver o momento ideal do retorno desse atleta.”
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