sexta-feira, maio 15

O clima para Leonardo Jardim no Flamengo vai subir de temperatura após o vexame no Barradão. A eliminação na Copa do Brasil para o Vitória não foi um acidente de percurso, mas o retrato de um time que, sob o comando do português, parece ter desaprendido a jogar com a vantagem debaixo do braço. A equipe não consegue controlar o jogo, vive em uma “trocação” constante com o adversário.

O treinador, que chegou em março com o prestígio de um título carioca conquistado nos pênaltis contra o Fluminense, agora vê sua “lua de mel” se transformar em um questionamento sobre o modelo de jogo. O torcedor até tolerou a aposta na transição por um tempo, mas o limite chegou.

Coluna: Mais que a eliminação, o roteiro repetido de velhos problemas do Flamengo

Os números: 11 vitórias em 17 jogos, escondem falhas graves. O futebol não é apenas estatística, é desempenho. O 3 a 0 sofrido em Bragança, potencializado pela expulsão e lesão de Pulgar, foi o primeiro grande alerta de um sistema defensivo exposto e frágil.

A passividade no empate contra o Vasco, entregando um 2 a 0 no colo de Hugo Moura, já mostrava um time que abdica de jogar antes da hora. Mas nada supera a atuação em Salvador. Ver o Flamengo apelar para cruzamentos desesperados e bisonhos, sem qualquer padrão tático para furar o bloqueio do Vitória, é um insulto ao investimento feito no plantel. O time entrou em campo com preguiça, e foi amassado logos nos 10 primeiros minutos. Inaceitável.

Se não mudar, Leonardo Jardim dificilmente passará o Réveillon como técnico do Flamengo

A verdade é que a diretoria colhe o que plantou. Demitir Filipe Luís pode ter sido um erro movido por ego, e hoje o torcedor sente falta da segurança com a bola nos pés que o time tinha. Leonardo Jardim tem contrato até 2027, mas no Ninho do Urubu a estabilidade é ilusão diante de eliminações precoces. Por muito menos, outros caíram.

Flamengo de Leonardo Jardim sofre empate no fim; imagem mostra semblante sério do técnico na beira do campo contra o Vasco
Foto: Buda Mendes / Getty Images

Agora, Brasileirão e Libertadores viraram obrigações de sobrevivência. Se o técnico não corrigir a insistência em chuveirinhos inúteis e não der consistência ao meio-campo, dificilmente passará o Réveillon no cargo. A paciência da Nação ficou pelo caminho em solo baiano.


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Jornalista formado pela Unisuam, 28 anos, natural do Rio de Janeiro. Atua na comunicação desde 2018, com passagens por rádio e portais esportivos.

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