terça-feira, abril 28

Torcedores do Flamengo enfrentaram sérios problemas logísticos na Arena MRV durante a goleada sobre o Atlético-MG, neste domingo (26). Atrasos com a PMMG e lentidão no acesso retiveram centenas de rubro-negros nos arredores do estádio.

O cenário de desorganização resultou em um atraso sistemático que impediu centenas de organizadas rubro-negras de assistirem ao primeiro tempo. Às 21h07, aos 37 minutos da etapa inicial, diversos relatos confirmavam que o acesso de todos ainda não havia sido liberado.

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A entrada das organizadas nas arquibancadas só começou por volta dos 44 minutos do primeiro tempo, quando o Fla já vencia por 2 a 0. Cenário que gerou revolta entre aqueles que pagaram ingressos e arcaram com custos de uma viagem desgastante.

O calvário em Minas e a logística da PMMG

Segundo apuração do Jornal do Fla, o principal gargalo foi o horário de chegada do comboio rubro-negro ao estado. A Polícia Militar de Minas Gerais alega que houve um atraso de cerca de três horas em relação ao cronograma combinado. Além disso, os ônibus chegaram de forma espaçada, dificultando a escolta unificada.

O comando da PM decidiu aguardar a reunião dos veículos para realizar o deslocamento final até a Arena MRV. A estratégia visava evitar que grupos isolados de torcedores ficassem vulneráveis a confrontos nos arredores do estádio. Contudo, ao mesmo tempo resultou em um atraso ainda maior.

Pelo lado rubro-negro, as reclamações variam desde a visibilidade prejudicada por redes até o cerceamento do direito de entrada. Desta vez, o foco foi a incapacidade de garantir o acesso em tempo hábil.

Isso porque, apesar do atraso alegado pela PMMG, rubro-negros reforçam que os problemas na Arena MRV são constantes e acontecem desde que o estádio foi inaugurado.

“Sempre o mesmo tratamento! Alô Flamengo, lute pelos seus torcedores! Está na hora de ter a mesma receptividade com eles. Não é só na questão da rede, é deixar eles mofando lá fora e entrar só no 2T”, disse um torcedor.

“O Flamengo é disparado o melhor anfitrião do Brasil. Aqui no RJ todo mundo chega de boa, frequentam os bares, de camisa do seu time. Somos absurdamente destratados fora do RJ. É hr de mudar isso”, reclamou um outro rubro-negro.

Bastidores: tentativa de invasão e posição do Flamengo

A reportagem apurou que a situação se agravou no portão de acesso devido à presença de torcedores sem ingressos. Fontes ouvidas pelo Jornal do Fla afirmam que houve uma tentativa de forçar a entrada em meio à confusão do atraso. Esse movimento acabou prejudicando a fluidez da fila para quem estava com o bilhete.

Diante desse cenário complexo, o Flamengo optou por não emitir uma nota oficial de protesto contra os órgãos mineiros ou contra a gestão da Arena.

Promessa de reciprocidade da gestão Bap

O episódio reacende o debate sobre a postura institucional do Flamengo fora do Rio de Janeiro. O tema foi um dos pilares de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, em reunião do Conselho Deliberativo realizada em dezembro de 2025.

Bap afirmou que o Flamengo deixaria de ser um “anfitrião passivo” e que o nível de recepção no Rio seria correspondente ao recebido fora. “Quem tratar bem o Flamengo será bem tratado. Tacou uma pedra na gente, tacamos uma montanha em você”, declarou o mandatário na época.

Apesar da diretriz de endurecer o tom em casos de maus-tratos, o clube optou pela cautela institucional neste domingo diante das particularidades do atraso logístico e dos incidentes relatados no acesso à Arena MRV. Ou seja, caso entenda que precisa aplicar a reciprocidade, será feita no returno, no Maracanã.


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