Presidente do Flamengo, Bap revelou que o clube pretende buscar parceiros para o basquete e para o futebol feminino em um modelo semelhante ao adotado no vôlei com o Sesc Flamengo. O objetivo é reduzir os custos assumidos pelo clube nessas modalidades e ampliar a capacidade de investimento nos demais esportes olímpicos rubro-negros.
O tema surgiu durante a apresentação dos números do departamento de esportes olímpicos ao Conselho Deliberativo. Segundo Bap, o cenário financeiro atual exige novas fontes de receita e alternativas para diminuir a dependência dos recursos do clube, especialmente nas modalidades que hoje concentram os maiores déficits operacionais.
“Hoje, o clube social e o futebol colocam 20 milhões por ano nos esportes olímpicos para que eles fechem suas contas. Nós temos um desafio enorme em futebol feminino, que nós temos uma despesa de 20 milhões por ano, e no basquete, que nós temos uma de 19.”
Segundo Bap, a inspiração para enfrentar esse cenário está justamente no modelo desenvolvido pelo Sesc Flamengo no vôlei feminino. O clube ampliou a parceria, passou a investir diretamente e atua na co-gestão do projeto. Estratégia que se mostra mais favorável em comparação a outras modalidades.
“A nossa inspiração vai ser, independentemente do trabalho que está sendo feito fiscal, que vai nos dar conforto, nós vamos tentar criar parcerias semelhantes à que a gente fez com o Sesc, porque com isso nós podemos ter um time melhor e gastarmos menos dinheiro do Flamengo nesses dois esportes.”

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Flamengo avalia parcerias com cidades para reduzir custos
O presidente afirmou que uma das alternativas estudadas passa pela construção de acordos semelhantes aos existentes em outros projetos esportivos do país, nos quais prefeituras e parceiros locais participam diretamente do financiamento das equipes.
“É muito comum. Bauru é um time de basquete da cidade de Bauru que é bancado pela cidade, Mogi idem, Franca idem, no vôlei tem Campinas.”
A ideia é reproduzir esse formato no estado do Rio de Janeiro, reduzindo os gastos diretos do Flamengo sem comprometer a competitividade das equipes.
“Nós vamos tentar replicar esse modelo com alguma cidade que tenha uma condição ímpar e positiva no estado do Rio de Janeiro, para que a gente conjuntamente possa fazer uma parceria e fazer do futebol feminino e do basquete do Flamengo potências à altura do que cada um de nós espera do brilho da nossa camisa.”
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Economia pode gerar mais recursos para outras modalidades
Bap explicou que a redução dos custos no futebol feminino e no basquete teria impacto direto sobre o restante da estrutura olímpica do clube.
“Se você gastar, por exemplo, ao invés de 20 no futebol feminino, 10, e se você no basquete gastar ao invés de 19, gastar 10, esses 19 milhões nós podemos investir nos outros esportes do Flamengo.”
Além das novas parcerias, o Flamengo também pretende ampliar receitas no vôlei feminino. Segundo o presidente, o crescimento da audiência e do interesse comercial pela modalidade abre espaço para uma valorização do projeto desenvolvido ao lado do Sesc.
“Nós vamos buscar uma revitalização econômica da parceria do vôlei feminino. É muito impressionante o crescimento da audiência e do interesse de patrocinadores do vôlei feminino.”
A expectativa da diretoria é combinar novas receitas, parcerias institucionais e o avanço das mudanças tributárias defendidas pelo clube para fortalecer toda a estrutura dos esportes olímpicos nos próximos anos.
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