Vice-presidente do Flamengo, o procurador Flávio de Araújo Willeman foi nomeado para o comando da Secretaria da Casa Civil do Rio de Janeiro. A decisão do governador interino Ricardo Couto, publicada em edição extra do Diário Oficial na noite de terça-feira (14), coloca o dirigente rubro-negro em um cargo importante do Palácio Guanabara.
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Willeman assume a vaga de Marco Antônio Simões, que foi deslocado para a Chefia de Gabinete. A movimentação resultou na exoneração de Rodrigo Abel, braço direito do ex-governador Cláudio Castro, sinalizando um esforço de Couto para reformular o primeiro escalão e reduzir a influência da gestão anterior enquanto conduz uma mega-auditoria nos contratos estaduais.
Perfil técnico e ligação com o Flamengo
Com 26 anos de atuação na Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), Willeman é doutor em Direito e possui um currículo extenso na administração pública:
- Subprocurador-geral do Estado: cargo que ocupa desde 2020.
- Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ): atuou como desembargador eleitoral entre 2014 e 2016.
- Magistério: professor de pós-graduação na FGV e na PUC-Rio.
No Flamengo, sua trajetória é longeva. Foi vice-presidente jurídico entre 2013 e 2019, atravessando o período do incêndio no Ninho do Urubu, e hoje ocupa as vice-presidências geral e jurídica .
Influência nos tribunais
A nomeação também reforça o trânsito de Willeman nas cortes de contas. Ele é casado com Marianna Montebello, conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e primeira mulher a ocupar o cargo após a redemocratização. Além disso, é genro de Thiers Montebello, presidente do Tribunal de Contas do Município (TCM-RJ).
A troca ocorre em um momento de incerteza institucional no Rio, com o STF ainda definindo as regras para o mandato-tampão após a “tripla vacância” que levou Ricardo Couto, então presidente do Tribunal de Justiça, ao comando interino do governo.
Jurídico do Flamengo reduz processos e economiza quase R$ 30 milhões em 2025
Comandado por Flávio Willeman, o departamento jurídico do Flamengo fechou 2025 com uma queda de 28% no volume de processos em andamento. O clube reduziu o estoque de 873 para 628 ações judiciais e administrativas, resultado de uma auditoria para encerrar disputas antigas e a revisar valores.
Essa gestão permitiu uma economia de R$ 26 milhões no montante reservado para perdas judiciais. O valor provisionado no orçamento, que era de R$ 95 milhões, caiu para R$ 69 milhões ao fim do ano.
Entre as vitórias estratégicas, o jurídico conseguiu reduzir uma ação trabalhista de um ex-jogador de R$ 28 milhões para apenas R$ 66 mil. O balanço também destaca a economia em disputas cíveis e tributárias, além da recuperação de R$ 4,2 milhões em depósitos judiciais antigos que voltaram diretamente para o caixa do clube.
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