Enquanto a Nação Rubro-Negra respira o clima de tensão e expectativa para o clássico Fla-Flu deste domingo, o calendário do Campeonato Brasileiro não para. Olhando para a 12ª rodada, o Flamengo já recebeu uma excelente notícia vinda diretamente dos gramados paulistas: o próximo adversário chegará ao Rio de Janeiro desfalcado do seu principal líder.
Leia mais: Gana quer contratar ex-Flamengo para ser técnico na Copa do Mundo
O técnico Rogério Ceni está oficialmente fora da partida contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. Suspenso após receber o terceiro cartão amarelo, o comandante do Bahia será substituído pelo auxiliar francês Charles Hembert no duelo do próximo domingo, marcado para o histórico estádio do Maracanã.
O descontrole de Ceni e a ironia contra a arbitragem
A ausência de Ceni no reencontro com a torcida do Flamengo não se deu por um planejamento tático, mas sim por puro descontrole à beira do gramado. Durante a partida do Bahia contra o Mirassol, o treinador recebeu a advertência do árbitro Paulo César Zanovelli.
Na súmula oficial, o juiz relatou que o cartão foi aplicado porque o técnico passou a “reclamar ostensiva e ofensivamente contra decisão da arbitragem verbalmente e com gestos”. No entanto, na entrevista coletiva pós-jogo, Ceni tentou minimizar a situação com ironia, afirmando que apenas “pediu um cartão” para o adversário e questionou a competência do dono do apito, o que acabou custando caro para o planejamento do Esquadrão de Aço.
Quem é o francês que desafiará o Maracanã?
Sem o ex-goleiro na área técnica, a missão de tentar parar o ataque rubro-negro no próximo domingo (19), às 19h30, cairá no colo de Charles Hembert. O francês é o braço direito de Rogério Ceni desde o início da sua trajetória como treinador, ainda em 2017, na primeira passagem pelo São Paulo.
Com um currículo que inclui trabalhos de bastidores na Seleção Brasileira durante a Copa América de 2016 e na seleção de Camarões na Copa do Mundo de 2014, Hembert é o responsável por aplicar grande parte da metodologia de treinos da equipe baiana. Contudo, comandar um time à beira do gramado de um Maracanã lotado e pulsante é um desafio completamente diferente de organizar planilhas táticas no centro de treinamento.
O técnico Leonardo Jardim, do Flamengo, já está ciente da mudança e sabe que enfrentar uma equipe sem a voz ativa do seu comandante principal facilita a imposição de ritmo e a pressão na saída de bola adversária, fatores cruciais do atual esquema rubro-negro.
O discurso de Ceni e o histórico contra o Flamengo
Ao ser questionado se a sua ausência na beira do campo poderia impactar o rendimento do Bahia justamente em um dos jogos mais difíceis da temporada, Rogério Ceni demonstrou uma confiança que não reflete a realidade da Série A.
“Zero. A gente desenvolve tudo no treinamento todos os dias (…) Basta que o Charles tenha voz ativa, comandar, incentivar e gritar. Eles estão totalmente adaptados, não me preocupo em nada” declarou o treinador.
A tranquilidade no discurso de Ceni esconde, no entanto, um fantasma pessoal que ele carrega em sua carreira como técnico: o péssimo retrospecto enfrentando o Clube de Regatas do Flamengo. Embora tenha se sagrado Campeão Brasileiro comandando o Rubro-Negro em 2020, quando veste as cores de outras equipes, o ex-goleiro acumula um histórico desastroso de derrotas contra o Mais Querido.
Desta vez, suspenso e assistindo ao jogo das cabines do Maracanã, Ceni tentará quebrar esse tabu de forma remota. Para o Flamengo, o foco segue inabalável. A ordem interna é aproveitar a desestabilidade emocional e estrutural dos adversários para somar os três pontos e consolidar o projeto de títulos sob a batuta de Leonardo Jardim.

