Uma representação apresentada ao Ministério Público do Rio de Janeiro questiona critérios utilizados para a cessão do Maracanã e inclui Flamengo, Fluminense, Governo do Estado e a Fla-Flu Serviços S.A. entre os citados. O documento foi protocolado pelo procurador de Santa Catarina Phelipe Monteiro Mastra Fontoura.
A iniciativa não partiu do Vasco e também não representa, até o momento, uma conclusão do Ministério Público sobre qualquer irregularidade. Fontoura apresentou o pedido em nome próprio, na condição de cidadão, solicitando que o MPRJ analise a gestão do estádio e eventual necessidade de critérios mais objetivos para utilização por terceiros.
O principal ponto levantado envolve negativas dadas ao Vasco para atuar como mandante no Maracanã. A representação questiona justificativas relacionadas à preservação do gramado diante da quantidade de partidas disputadas por Flamengo e Fluminense no estádio.
O documento também cita episódios em que o Vasco recorreu à Justiça para conseguir utilizar o Maracanã e menciona um memorando firmado entre os três clubes que previa quatro partidas vascaínas por ano no estádio em 2025 e 2026, além dos clássicos.
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Entre os pedidos estão a criação de parâmetros objetivos para futuras cessões, como intervalo mínimo entre jogos, limite de partidas em determinado período e apresentação de laudos técnicos para justificar eventuais negativas.
A representação ainda solicita que o Ministério Público reúna calendários, pedidos de utilização, relatórios de manutenção e documentos relacionados à fiscalização da concessão. O pedido, por si só, não significa abertura automática de investigação nem reconhecimento de irregularidade por parte do Flamengo.
Documento pede apuração, mas não aponta irregularidade do Flamengo
Outro trecho solicita análise sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo pessoas ligadas à fiscalização estadual, à concessionária e ao Flamengo. A própria representação, contudo, não afirma que essas pessoas tenham cometido irregularidades, mas pede que os vínculos sejam verificados.
O caso também precisa ser separado das disputas judiciais anteriores envolvendo Vasco e Maracanã. Recentemente, a Justiça rejeitou uma tentativa do Flamengo de utilizar, em processo iniciado em 2023, um relatório sobre possíveis danos ao gramado após Vasco x Palmeiras.
Na decisão, o entendimento foi de que o documento apresentado tratava de riscos futuros e não demonstrava efetivamente danos causados naquela partida. Isso não significa uma decisão geral sobre utilização do estádio, mas sobre o material daquele processo específico.
A gestão do Maracanã é feita pelo consórcio formado por Flamengo e Fluminense por meio de concessão estadual. A representação apresentada ao MPRJ agora pede que o órgão avalie se os critérios adotados para cessão a outros clubes estão de acordo com as obrigações previstas no contrato.
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