sábado, maio 2

Como diria o pensador futebolístico Jardel, clássico é clássico (e vice-versa). Inspirada nessa frase, escolhi a receita para que mulambos de todos os cantos da nossa Nação possam apreciar uma iguaria da culinária bigoduda enquanto assistem o Mais Querido sovar, mais uma vez, seu saco de pancadas preferido.

Os números da supremacia rubro-negra sobre o pobre “rival” são desconcertantes para eles: de 428 partidas, os pobres venceram 122; e isso, no século passado, porque no século XXI o Fla domina, com vantagem significativa em vitórias, especialmente na última década.

A história recente do confronto mostra dados que fazem os antis chorarem, incluindo apenas duas vitórias em 35 jogos, incapacidade de vencer o Mengo por mais de seis anos seguidos e o fantástico 6 x 1 de 2024 (não, não estamos falando de escala de trabalho).

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Mas, voltando à comida, falemos sobre a história da relação do ingrediente principal do petisco abaixo ao cruzmaltino. Pesquisei sobre o assunto, e o que encontrei foi uma versão do mundo bizarro do nosso relacionamento com o urubu: utilizado como xingamento, vou incorporado pela torcida de lá como símbolo de orgulho.

Para nós, do lado de cá, continua sendo um peixe fedido e sem cabeça, só que, ao contrário da versão futebolística, o bacalhau alimento tem sua serventia e tem seu lugar na mesa de qualquer torcida.

Receita de Bolinho de Bacalhau – Clássico das Multidões

Tempo de preparo: 1h
Rendimento: cerca de 25 bolinhos
Nível: clássico pegado, jogo truncado, decidido no detalhe

Ingredientes

500g de bacalhau dessalgado e desfiado

500g de batata cozida e amassada

1 ovo

1/2 cebola bem picada

2 dentes de alho picados

2 colheres de sopa de salsinha picada

Sal e pimenta-do-reino a gosto

Azeite a gosto

Óleo para fritar

Modo de preparo

  1. Aquecimento (pré-jogo)
    Cozinhe o bacalhau, desfie bem e tire qualquer espinha — nada de jogador machucado antes do clássico. Cozinhe as batatas e amasse ainda quentes, pra não perder o ritmo.
  2. Montagem do time (1º tempo)
    Misture o bacalhau com a batata, o ovo, a cebola, o alho e a salsinha. Tempere com sal e pimenta. Aqui é entrosamento: mexe bem até virar uma massa uniforme, sem estrelismo.
  3. Ajuste tático (intervalo)
    Se a massa estiver muito mole, dá uma segurada — pode levar um tempinho na geladeira. Time organizado não toma contra-ataque.
  4. Finalização (2º tempo)
    Modele os bolinhos com duas colheres ou na mão, formato clássico de bola de jogo.
  5. Gol! (Prorrogação decisiva)
    Frite em óleo quente até ficarem dourados. Nada de fogo baixo: pressão total, estilo Maracanã lotado.

Bom apetite e uma ótima vitória do Mengão!!


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