terça-feira, maio 19

A ausência de Pedro na lista final de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 abriu um intenso debate no cenário nacional. Após o ídolo Zico classificar o camisa 9 do Flamengo como o “melhor do Brasil na posição”, um levantamento detalhado das estatísticas da temporada mostra que a contestação do Galinho tem forte embasamento matemático.

O centroavante rubro-negro ostenta média de gols e consistência recente superiores às de concorrentes que carimbaram o passaporte para o Mundial. Com 17 gols e 4 assistências em 29 jogos no ano, Pedro precisou de menos tempo em campo para castigar os adversários do que a maioria dos convocados.

No recorte dos últimos 15 jogos, o atacante do Flamengo apresenta 10 gols marcados e duas assistências distribuídas. Além disso, balançou as redes duas vezes nas quatro apresentações mais recentes.

Leia mais: Flamengo iguala recorde de convocados pela Seleção Brasileira para Copa do Mundo após 68 anos

Concorrentes de Pedro vivem jejuns e oscilações

O contraste fica evidente ao analisar o momento de Igor Thiago, do Brentford. Embora tenha 25 gols na temporada europeia, o vice-artilheiro da Premier League vive uma fase técnica de oscilação. Nos últimos 19 jogos, marcou quatro gols com a bola rolando e apenas contra equipes da zona de rebaixamento (Wolves, Burnley e West Ham).

Outro nome garantido por Ancelotti que atravessa seca incômoda é Gabriel Martinelli. O atacante do Arsenal, que soma 12 gols em 54 partidas na temporada, não marca há nove jogos. Jejum que se arrasta desde o dia 31 de março.

Já Matheus Cunha, do Manchester United, acumula 10 gols em 37 jogos no ano, sendo metade (5) nos últimos 15 confrontos. A comparação com os números de Pedro indicam que Ancelotti deu preferência a atletas que possam cumprir funções específicas no esquema, mesmo que atravessem momentos de oscilação.

Restante do setor ofensivo tem amostragem menor

Os outros atacantes chamados para defender o Brasil na Copa do Mundo apresentam números mais tímidos ou menos participações por seus clubes em 2026:

  • Endrick (Lyon): 8 gols e 8 assistências em 25 jogos na temporada.
  • Rayan (Bournemouth): 7 gols e 2 assistências em 15 jogos.
  • Neymar (Santos): 6 gols e 4 assistências em 15 jogos.
  • Luiz Henrique (Zenit): 5 gols e 5 assistências em 35 partidas.

Raio-X dos convocados escancara eficiência de Pedro

Entre os nomes do setor ofensivo da Seleção, apenas Igor Thiago, com 25 gols, Vinicius Jr., com 22, e Raphinha, com 21, superam o atacante do Flamengo em gols absolutos na temporada. Contudo, todos com mais jogos.

O restante do setor ofensivo convocado por Ancelotti apresenta números mais tímidos ou recortes de menor impacto na temporada. Os dados comprovam que, por momento e presença de área, Pedro tinha argumentos para estar no grupo do Brasil na Copa do Mundo.


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