
A temporada de Pedro no Flamengo parecia se resumir ao questionamento: o Nove Bolado vai para a Seleção Brasileira? Cada gol marcado resultava na discussão, mas o que realmente importa é o que ele pode fazer pelo clube que o tem como titular.
A convocação para a Copa do Mundo não veio. E parecia impossível separar uma coisa da outra, principalmente com a fase artilheira do jogador em 2026. Era como se a carreira do craque precisasse, necessariamente, passar por uma nova Copa para ser validada. Mas a história tomou outro caminho.
Contra o Estudiantes, Pedro fez o que tantas vezes já fez de vermelho e preto: decidiu. Sem precisar provar nada para ninguém.
O gol da vitória magra por 1 a 0 não levou o Flamengo a uma final. Não deu uma título ao Mais Querido. Mas reforçou: Pedro cada vez menos persegue um objetivo. E cada vez mais pertence a um lugar.
Pertencimento. É olhar para Pedro e perceber que ele fica melhor vestindo rubro-negro do que verde e amarelo. E como um torcedor que acompanha o clube desde a infância, quem pode duvidar que é mais importante ostentar o Manto Sagrado todo final de semana do que usar o distintivo da CBF?
O Flamengo disputa Libertadores e Brasileirão. Pedro sempre marcou gols importantes. O tento contra o Estudiantes deu ao Mengo a melhor campanha da fase de grupos, o que pode ser crucial na continuidade do torneio continental.
Quem duvida que, para um coração rubro-negro, uma nova Libertadores é mais importante que a Copa do Mundo para o Brasil? Quantos torcedores trocariam a Copa pelo Penta da América. Pelo bicampeonato mundial.
A chance de disputar um novo Mundial pode vir, mas com o Flamengo. Se vencer mais uma Libertadores, Pedro pode ser o nome certo para fazer com que a final contra o PSG fique para trás. A prorrogação com o Liverpool pode virar apenas o início de uma saga.
O Mundial é logo ali, e não será com Pedro usando a camisa amarela. E nem precisa. O Centro da Cidade do Rio de Janeiro se tornaria uma festa digna de Copa do Mundo.
E a sua Copa do Mundo, Pedro, é o Flamengo.
O sonho existiu, é bem verdade, e ninguém escolhe deixar de sonhar. Mas há jogadores que passam a carreira inteira procurando lugares onde possam ser protagonistas. E nisso, Pedro já encontrou sua riqueza.
Talvez por isso o Flamengo, hoje, pareça menos um caminho até a Seleção, e mais a própria Seleção do artilheiro abençoado.
E talvez, para Pedro, a Copa do Mundo nunca tenha deixado de existir.
Ela só veste vermelho e preto.
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