O Flamengo e outros clubes do futebol brasileiro vão insistir em um período de transição maior para o fim das bets caso a Medida Provisória nº 1.394/2026 (MP das bets) não seja suspensa. A demanda será levada à audiência convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para 3 de novembro.
Além de tentar derrubar a medida, as equipes querem mais tempo para se adaptar às mudanças caso a proibição das apostas esportivas seja mantida. A estratégia representa uma alternativa diante da possibilidade de o pedido de suspensão não avançar na Justiça.
Segundo informações do jornal ‘O Globo’, os clubes consideram que a decisão do governo federal foi abrupta e ocorreu em meio ao período eleitoral. Por isso, pretendem voltar a cobrar um prazo maior para adequação, evitando que os efeitos da medida sejam implementados sem tempo suficiente para reorganizar contratos e receitas.
Representantes de dez clubes da Série A e de casas de apostas devem participar da audiência. Além de defender a suspensão da liminar, os envolvidos pretendem discutir caminhos para o setor diante das consequências da proibição.
Flamengo tenta reduzir impacto financeiro da MP das bets
Aceito por Fux como amicus curiae nos processos que discutem o tema, o Flamengo pode apresentar argumentos em defesa dos interesses do clube. A participação permite que o Rubro-Negro contribua com a discussão judicial, embora não seja parte principal da ação.
Em manifestação encaminhada à Justiça, o clube pediu a suspensão dos efeitos da medida provisória e alertou para os prejuízos nos contratos de patrocínio esportivo. A preocupação envolve receitas importantes para o planejamento financeiro do futebol.
As estimativas apresentadas pelo Flamengo apontam impacto de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões para os próprios cofres e de aproximadamente R$ 2,5 bilhões para o futebol brasileiro caso a restrição seja mantida.
A audiência de 3 de novembro será mais uma etapa da disputa. Enquanto o governo federal defende a medida sob o argumento de proteger as famílias dos impactos financeiros e sociais associados às apostas, clubes e empresas tentam impedir a proibição ou, como alternativa, conquistar mais tempo para se adaptar.
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