Lucas Paquetá tem um novo número nas costas. A partir deste domingo (13), o meia vestirá a camisa 11 do Flamengo, numeração que ficou vaga após a transferência de Everton Cebolinha para o Santos. A estreia com o novo número acontece em um palco simbólico: o Maracanã, às 17h30, no clássico nacional contra o Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro.
A mudança marca um reencontro. Paquetá já havia utilizado a camisa 11 em sua primeira passagem pelo clube, tanto nas categorias de base quanto no time principal. Quando retornou ao Flamengo no início desta temporada, porém, o número já pertencia a Cebolinha, que sabia que não renovaria ao final do contrato e se transferiu nos últimos dias.
Sem a possibilidade de escolher sua numeração de preferência, o meia optou pela camisa 20, uma homenagem ao amigo Vini Jr., que também utilizou o número em sua trajetória no clube. A última partida de Lucas Paquetá com a camisa 20 foi contra o Independiente del Valle, pelas quartas de final da Libertadores. Ele saiu do banco e entrou no segundo tempo.
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Com a saída de Cebolinha, a camisa 11 ficou disponível. Paquetá não hesitou: pediu para fazer a troca imediatamente. O número, além de carregar peso na história do Flamengo, tem um significado especial para o meia.
Uma relação construída desde a base
A camisa 11 acompanhou boa parte da formação de Lucas Paquetá nas categorias de base do Flamengo e também o início de sua trajetória no elenco profissional. A relação ficou ainda mais forte em 2018, temporada em que o meia viveu seu principal momento com a camisa rubro-negra.
Naquele ano, Paquetá se consolidou como um dos principais jogadores do time, foi convocado para a Seleção Brasileira e terminou vendido ao Milan, da Itália. Tudo isso vestindo a 11.

Agora, o meia volta a vestir o número que marcou momentos importantes de sua formação e de sua primeira passagem pelo clube. A troca acontece justamente em um momento de reencontro com a torcida e acrescenta mais um capítulo à relação do jogador com o Flamengo.
Uma camisa de peso
Ao assumir a 11, Lucas Paquetá se junta a uma lista de jogadores que ajudaram a construir a história do número no clube. A camisa já foi usada por nomes de diferentes gerações e características, mas que deixaram marcas importantes.
Entre eles está Romário, um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro, que vestiu o número durante sua passagem pelo Flamengo na década de 1990. Sávio, ídolo formado nas categorias de base rubro-negra e campeão da Copa Mercosul de 1999, também usou a 11.
Outro nome associado ao número é Lico, integrante do histórico time que conquistou a Libertadores e o Mundial em 1981. Antes deles, a camisa também esteve nas costas de Zagallo, ainda nos primeiros anos de sua trajetória no futebol, na década de 1950.
Após a saída de Paquetá em 2018, Vitinho e Cebolinha usaram a camisa 11 antes de o número voltar ao meia.
Números e expectativas
Até aqui, em seu retorno ao Flamengo, Lucas Paquetá soma 33 jogos e 10 gols marcados. O meia tem sido peça importante na equipe e agora reencontra uma numeração que, para ele, representa mais do que uma simples mudança de uniforme.
A estreia da nova camisa será contra o Corinthians, no Maracanã, pela competição nacional. Para Paquetá, é também um retorno a uma parte importante da própria história no clube, e a oportunidade de escrever novos capítulos com o número que o acompanhou desde os primeiros passos na Gávea.
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