Um dos maiores nomes da história do atletismo do Flamengo vive hoje uma luta longe das pistas. Aos 90 anos, Érica Lopes, eternizada como a “Gazela Negra”, busca o reconhecimento como dependente da filha para poder acompanhá-la durante uma missão nos Estados Unidos.
A ex-atleta depende dos cuidados diários de Erica Simone, sua filha e servidora da Escola Superior de Guerra. Designada para uma missão nos EUA, Erica Simone tenta há meses obter o reconhecimento formal da mãe como dependente, condição considerada necessária para viabilizar sua permanência legal no país durante o período da missão.
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De acordo com a família, foram apresentados documentos que comprovam a dependência financeira e os cuidados prestados à ex-atleta. Ainda assim, o pedido foi negado e o caso acabou sendo levado à Justiça. Até o momento, a liminar solicitada não foi concedida, enquanto recursos seguem em tramitação. A informação foi publicada pelo Blog Ser Flamengo.
Erica Lopes tem 90 anos. Para o Flamengo, é a eterna Gazela Negra. Para o Brasil, é uma atleta que defendeu o país, conquistou provas, hasteou a bandeira brasileira e ajudou a construir uma história que não pode ser apagada.
— Tulio Rodrigues (@PoetaTulio) June 11, 2026
Hoje, ela vive uma situação dolorosa: precisa… pic.twitter.com/jC6nSTKBCN
A situação gera preocupação. Sem o enquadramento adequado, Érica Lopes dependeria de um visto de turista, cuja permanência é limitada. Para uma mulher de 90 anos, com dificuldades de locomoção e necessidade de assistência constante, a incerteza transformou uma questão burocrática em um drama familiar.
Considerada a maior velocista da história rubro-negra, Érica construiu uma carreira marcada por conquistas. Especialista nas provas de 100 e 200 metros rasos, a ex-atleta brilhou pelo Flamengo a partir de 1960, conquistando títulos estaduais, nacionais e sul-americanos.
Em 1963, atingiu o auge da carreira ao vencer os 100m e os 200m no Campeonato Sul-Americano, além de integrar o revezamento brasileiro medalhista de bronze nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo.
Gazela Negra virou samba pela torcida do Flamengo
A importância de Érica Lopes para a história rubro-negra é tamanha que seu nome está eternizado na Calçada da Fama do Flamengo e também foi homenageado no samba da Estácio de Sá, que a eternizou como a “Gazela Negra“. A canção é cantada até hoje pelo torcedor do Mengão no Maracanã: ‘O céu rasgou, na noite que reluzia’.
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