O Flamengo pode ter um prejuízo de até R$ 250 mil por a manifestação realizada durante a semifinal da Libertadores contra o Estudiantes. Mesmo após receber um alerta da Conmebol sobre possíveis sanções, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, determinou que o elenco mantivesse a frase “Proibir não é proteger” estampada na camisa durante a partida no Maracanã.
A mensagem ocupou o espaço normalmente destinado ao patrocinador máster do clube, a Betano, e representou um protesto contra as restrições impostas pelo Governo Federal ao mercado de apostas esportivas no Brasil.
Antes do confronto, o delegado da partida comunicou aos representantes rubro-negros que a iniciativa poderia resultar em punições previstas no regulamento comercial da competição. A advertência, no entanto, não fez a diretoria recuar.
O episódio não foi isolado. Em 8 de outubro, o Flamengo já havia utilizado a mesma frase na camisa durante a partida contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Brasileirão. Na Libertadores, contudo, a manifestação entrou em conflito com as regras comerciais específicas da Conmebol.
O artigo 67 do Regulamento Comercial e de Marketing foi citado pela entidade para alertar o clube. Posteriormente, a Conmebol abriu um processo administrativo para avaliar a conduta rubro-negra.
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Entenda o motivo do protesto do Flamengo
A manifestação está relacionada à Medida Provisória nº 1.394/2026, editada pelo Governo Federal em 25 de setembro. A norma proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa e jogos online em território brasileiro.
A decisão atingiu diretamente os contratos comerciais de clubes com empresas do setor. No caso do Flamengo, a mudança afetou a exposição da Betano, patrocinadora máster da equipe. Bap já havia demonstrado publicamente insatisfação com as restrições.
De acordo com informações divulgadas pelo jornalista Gilmar Ferreira, a multa prevista para o caso varia entre US$ 5 mil e US$ 50 mil, aproximadamente R$ 25 mil e R$ 250 mil. A abertura do processo, entretanto, não significa que o Flamengo já tenha sido condenado. A entidade ainda precisa analisar a ocorrência e definir se aplicará alguma sanção.
Flamengo também enfrenta disputa com a Conmebol por Marcos Rojo
A possível punição pelo protesto acontece em meio a outro conflito entre Flamengo e Conmebol. O clube contestou a participação do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes na semifinal da Libertadores e chegou a solicitar a vitória por W\.O., com placar de 3 a 0, por suposta escalação irregular.
A controvérsia começou após o Estudiantes tentar inscrever o defensor para a fase decisiva da competição. Inicialmente, a Conmebol rejeitou o registro, mas o clube argentino recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que concedeu autorização provisória em 21 de outubro. Com isso, Rojo pôde atuar no Maracanã.
Em 28 de outubro, a Comissão Disciplinar da Conmebol rejeitou a reclamação rubro-negra e também negou as medidas cautelares solicitadas. O Flamengo, por sua vez, informou que acompanharia o caso no tribunal esportivo, que tem julgamento de mérito previsto para 12 de novembro.
Enquanto aguarda o desfecho, o Rubro-Negro também solicitou que a comercialização de ingressos para as torcidas dos finalistas fosse temporariamente suspensa. A intenção é preservar os efeitos de uma eventual decisão favorável no processo contra o Estudiantes.
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