O projeto do estádio próprio do Flamengo, no terreno do Gasômetro, continua no planejamento do clube, apesar das incertezas envolvendo custos, prazos e questões estruturais. A construção da nova casa rubro-negra voltou a ser tema após novas declarações do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ao podcast Barbacast.
“É possível que em algum momento no tempo a gente tenha mais condições de levar esse sonho adiante. Agora, eu me sinto absolutamente à vontade no Maracanã. O Flamengo joga em casa em todos os estádios que ele vai”, afirmou.
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A fala de Bap acontece em meio aos debates sobre a viabilidade financeira e estrutural do estádio. Segundo a atual gestão, novos estudos apontam que o investimento necessário para erguer a arena pode chegar próximo de R$ 3 bilhões, valor superior ao previsto pela administração anterior, responsável pela compra do terreno.
“Tirando dois ou três lugares que a gente vai jogar, contra o Corinthians em São Paulo, ou contra, de repente, um outro clube grande, o Flamengo se sente em casa em todos os cantos. Então, esse não é um projeto abandonado”, disse.
Bap deixa claro que não será fácil Flamengo construir o estádio no Gasômetro
Outro ponto de divergência envolve o prazo de conclusão da obra. A gestão Rodolfo Landim projetava a entrega do estádio para 2029, mas Bap considera o cronograma inviável atualmente e trabalha com uma possibilidade mais distante, em torno de 2036, caso todas as etapas sejam superadas.
“Tem, sim, problemas, como nós dissemos à época da eleição, que a situação disse que não tinha problema nenhum, e tem. Tinha uns problemas que nós dissemos que havia. Nós trabalhamos nisso de forma constante e consistente aqui”, declarou o presidente.
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Entre os principais obstáculos está a presença da estrutura da Naturgy no terreno, com uma estação de gás que abastece cerca de 400 mil cariocas. O Flamengo depende da retirada do equipamento e de um período de descontaminação antes de iniciar intervenções no local.
“Enquanto eles não saírem dali, e esse é um problema da prefeitura, nós não podemos mexer naquilo. Tem tubulação ativa de gás ali embaixo. E depois que tirar, os especialistas dizem que tem que ter mais dois anos de descontaminação”, explicou Bap.

O Flamengo já realizou um investimento para viabilizar o projeto da futura arena. Em 2024, o clube venceu o leilão do terreno com um lance de R$ 138,2 milhões. Além disso, a diretoria também teve despesas relacionadas ao processo de aquisição, como impostos, taxas e custos jurídicos, fazendo o valor total desembolsado pelo terreno ficar próximo de R$ 170 milhões.
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