O Flamengo teve sua atuação ofensiva mais fraca na Libertadores nesta quinta-feira (15), no empate sem gols com o Estudiantes, em La Plata. Em uma partida de baixíssima criatividade e produtividade, o Rubro-Negro terminou o confronto com apenas cinco finalizações e nenhuma delas na direção do gol, um cenário que contrasta com o desempenho apresentado ao longo da competição.
A equipe de Leonardo Jardim teve 55% de posse de bola, mas não conseguiu transformar o controle da bola em oportunidades concretas. Enquanto trocava passes sem encontrar espaços para ameaçar Muslera, o Flamengo permitiu que o Estudiantes finalizasse 21 vezes, seis delas no alvo. Rossi e o sistema defensivo precisaram sustentar o resultado diante da pressão argentina.
O contraste fica ainda mais evidente quando os números são comparados aos dos outros compromissos da campanha. Mesmo em partidas nas quais encontrou dificuldades, o Flamengo conseguiu produzir mais ofensivamente. Em La Plata, porém, faltaram alternativas para superar a marcação, velocidade na construção das jogadas e capacidade para transformar a posse em perigo.
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Flamengo termina pela primeira vez sem acertar o gol
Entre os nove jogos anteriores listados na Libertadores, o Flamengo havia acertado pelo menos uma finalização no gol em todos. Contra o Estudiantes, a equipe encerrou a partida com zero chutes no alvo, apesar de ter tido mais posse de bola que o adversário. O dado evidencia a dificuldade para criar situações que realmente exigissem uma intervenção do goleiro argentino.
A baixa produção também aparece no volume de finalizações. Os cinco chutes representam o menor número do Flamengo na campanha, abaixo até dos oito registrados na vitória por 2 a 0 sobre o Cusco, na primeira rodada, e no empate por 1 a 1 com o próprio Estudiantes, na fase de grupos.
A diferença para outros jogos é expressiva. Na vitória por 3 a 0 sobre o Cusco, por exemplo, o Rubro-Negro finalizou 27 vezes e acertou o alvo em 15 oportunidades. Contra o Independiente Medellín, na fase de grupos, foram 24 finalizações e dez chutes na direção do gol. Em La Plata, o time não conseguiu sequer repetir uma produção ofensiva próxima desses números.
Posse de bola não se transforma em criatividade
O problema não foi apenas a quantidade de finalizações, mas também a incapacidade de construir jogadas perigosas. O Flamengo terminou com 361 passes, contra 273 do Estudiantes, e teve maior posse de bola, mas encontrou dificuldades para progredir no campo ofensivo e criar oportunidades claras. A equipe circulou a bola sem conseguir desmontar a marcação adversária.
Outro número que chama atenção é o de cruzamentos. O Flamengo acertou apenas um dos 15 que tentou, índice que reforça a dificuldade para encontrar companheiros em condições de finalizar. Em um confronto no qual o Estudiantes se mostrou mais agressivo e acumulou chegadas à área, o time brasileiro não encontrou soluções para mudar o cenário.
Do outro lado, os argentinos finalizaram 21 vezes, mais que o dobro dos oito chutes registrados pelo Flamengo no empate por 1 a 1 entre as equipes na fase de grupos. A diferença mostra como o Rubro-Negro teve dificuldades para controlar o jogo mesmo com a bola nos pés e precisou se concentrar mais em resistir à pressão do que em ameaçar o adversário.
Flamengo terá decisão no Maracanã
O empate sem gols mantém aberta a disputa por uma vaga na final da Libertadores. Flamengo e Estudiantes voltam a se enfrentar na próxima quinta-feira (22), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã. Quem vencer garante a classificação, enquanto uma nova igualdade leva a decisão para os pênaltis.
Para avançar, o Flamengo precisará apresentar uma resposta ofensiva muito superior à exibida em La Plata. A equipe passou pela partida de ida sem acertar o gol e com pouquíssima capacidade de criação, números que acendem um alerta antes do confronto decisivo. Em casa, o Rubro-Negro terá a oportunidade de mudar o cenário e buscar a vaga na final.
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