sexta-feira, abril 17

O portal Jornal do Fla segue publicando a série de matérias sobre a história do futebol feminino do Flamengo. Na terceira delas, abordaremos os investimentos feitos na modalidade e os grandes nomes trazidos visando melhora técnica e briga por grandes feitos.

Brasileirão Feminino: Flamengo estreia contra algoz da Supercopa

Nos últimos anos, o futebol feminino do Flamengo passou por uma série de reestruturações e avanços significativos, consolidando-se como um dos principais projetos esportivos do clube. Desde 2019, mudanças estratégicas foram implementadas para fortalecer o elenco e aprimorar a estrutura da modalidade.

Em 2019, a equipe profissional recebeu um grande reforço com a contratação de seis novas jogadoras: Amanda, Andressinha, Danúbia, Lorrana, Mari e Mila. Essas movimentações tinham como objetivo elevar o nível técnico do time e aumentar a competitividade nas competições nacionais e internacionais.

Dois anos depois o Flamengo deu mais um passo importante na profissionalização do departamento. André Rocha foi nomeado coordenador do futebol feminino, e uma série de melhorias estruturais foi colocada em prática. Entre as principais mudanças, destaca-se a criação de um departamento médico exclusivo para a equipe e a ampliação da comissão técnica, reforçando o suporte às atletas e aprimorando a preparação do time.

Chegada de estrelas mundiais

A partir desse momento, o clube passou a investir na contratação de grandes nomes do futebol feminino nacional e internacional, elevando ainda mais o nível do elenco. Em 2022, a meio-campista Thaísa Moreno, com passagens por clubes como Milan, Real Madrid e Roma, foi anunciada, trazendo sua experiência e qualidade técnica para o meio de campo rubro-negro.

No mesmo ano, a atacante Maria Alves, ex-Juventus e Palmeiras, reforçou o setor ofensivo com sua velocidade e capacidade de finalização. A zagueira Daiane Limeira, ex-PSG e Real Madrid, também chegou ao clube, consolidando a defesa com sua experiência internacional.

Em 2023, o Flamengo continuou seu processo de fortalecimento ao contratar a goleira Bárbara Micheline, trazendo sua vasta experiência e liderança em campo. Além dela, a zagueira Thais Regina, destaque no São Paulo e eleita a melhor zagueira do Campeonato Paulista de 2022, também integrou o elenco.

Já em 2024, o clube realizou algumas das contratações mais impactantes do mercado: a atacante Cristiane, uma das maiores artilheiras do futebol brasileiro. Cris chegou para aumentar significativamente o poder ofensivo da equipe.

Além dela, a jovem goleira Gabriela Barbieri, que integrou a Seleção Sub-20 na conquista da medalha de bronze no Mundial da categoria, também chegou ao clube. Gabi, é considerada uma das grandes revelações do futebol feminino nacional.

Categorias de base: dos primeiros passos ao encerramento

O Flamengo mantinha equipes de base nas categorias do sub-13 ao sub-20. O clube recrutava jogadoras formadas na Escolinha da Gávea, coordenada pelo ídolo Nunes, que selecionava as mais talentosas para participarem de uma peneira. As aprovadas eram promovidas ao Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan), onde o Mais Querido treinava.

Em junho de 2023, o Flamengo deu um passo importante ao assegurar um patrocínio com a empresa Vale, direcionado especificamente para as categorias de base do futebol feminino. Essa parceria, estabelecida por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, visava captar novos talentos e fortalecer o projeto de formação do clube.

Entretanto, em 2024, o Flamengo decidiu encerrar as atividades das categorias de base sub-15 e sub-17 do futebol feminino, como já havia feito com os sub-13, 14 e 16, e mantendo somente a equipe sub-20. Essa decisão gerou indignação entre familiares das atletas, que não foram previamente informados. O clube alegou que a mudança fazia parte de uma “questão estratégica”.

Apesar da decisão, o Rubro-Negro optou por não demitir membros da comissão e atletas. Os profissionais, receberam outras funções no clube. Já as atletas, principalmente as mais novas, passaram a treinar em um campo separado do sub-20.

“No auge econômico do Flamengo, num ano em que o Brasil ganhou o direito de ser sede da Copa do Mundo Feminina, o presidente (Rodolfo) Landim resolveu acabar com as divisões de base. A gente não pode se calar diante desta covardia que eles fizeram com nossas atletas”, disse um dos pais à ESPN na época.

Mudanças e planejamento para estrutura

Após o encerramento da parceria de dez anos com a Marinha, o time feminino do Flamengo passa a realizar seus treinamentos no Centro de Futebol Zico, localizado no Recreio.

Paralelamente, o clube segue com as obras de construção de um miniestádio no Ninho do Urubu. O gramado, já totalmente instalado, atende às dimensões oficiais da FIFA. As próximas etapas incluem a instalação do alambrado, a construção da arquibancada e dos vestiários, embora ainda não haja um prazo definido para a conclusão do projeto.

O novo estádio será utilizado tanto pelas categorias de base quanto pelo time profissional feminino. O portal Jornal do Fla está acompanhando o andamento das obras, e novas atualizações devem ser divulgadas nas próximas semanas.

Por enquanto, as Meninas da Gávea jogam as partidas válidas pelos campeonatos da CBF, no Estádio Luso Brasileiro, localizado na Ilha do Governador, e as partidas de campeonatos estaduais na Gávea.
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