
O Flamengo segue na perseguição ao líder Palmeiras e visita o Mirassol neste domingo (16), às 18h30, no Maião, pelo Campeonato Brasileiro.
Diante desse cenário, vamos destacar alguns comportamentos aos quais o Flamengo precisará estar atento, além de situações que poderá explorar no modelo de jogo adversário.
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Em meio à disputa das oitavas de final da Libertadores, é provável que ambas as equipes promovam algumas alterações nas escalações em função do calendário. Por isso, a ideia é analisar o modelo de jogo do Mirassol para além dos nomes que estarão em campo.
Como joga o Mirassol?
Rafael Guanaes costuma iniciar as partidas em um 4-3-3, mas o desenho inicial não representa, necessariamente, a estrutura utilizada durante todo o jogo.
No trabalho do treinador, mais importante do que a disposição na planilha é a função tática exercida por cada jogador. A equipe pode variar para um 3-5-2 ou 4-5-1 de acordo com os encaixes, a altura do bloco e os diferentes microcontextos impostos pelo adversário.

Organização ofensiva
Guanaes é um treinador que busca utilizar o engano como mecanismo para atrair o adversário e, a partir disso, encontrar espaços para progredir. O Mirassol não se incomoda em iniciar a construção desde a primeira linha, utilizando aproximações, circulação curta e triangulações para provocar deslocamentos na estrutura defensiva rival.
Um dos principais mecanismos é o apoio do terceiro homem, utilizado para acelerar a progressão e romper linhas de pressão. Nesse contexto, os volantes possuem papel fundamental, oferecendo linhas de passe por dentro e sustentando a circulação da equipe.
Ao mesmo tempo, o Mirassol demonstra capacidade para reconhecer situações de risco na saída. Quando encontra uma pressão bem encaixada, com bloqueios das linhas de passe e dificuldade para progredir apoiado, a equipe pode optar por um jogo mais vertical, buscando rapidamente a inversão para o lado menos povoado.
Nesse cenário, há uma preferência pela utilização dos corredores laterais, evitando concentrar a progressão exclusivamente pela zona central.

Organização defensiva
Sem a bola, o Mirassol alterna entre pressão no campo adversário e momentos de bloco médio ou baixo.
O comportamento que se mantém como padrão é a preocupação em proteger a região central, direcionando o adversário para os corredores laterais. A partir do momento em que a bola chega ao lado, os jogadores realizam os encaixes de marcação, fecham linhas de passe e buscam encurralar o portador.
A intenção é recuperar a posse ainda próximo ao setor onde ocorreu a pressão e, na sequência, acelerar a transição ofensiva, atacando os espaços deixados pelo adversário.
Ponto forte
Principalmente como mandante, o Mirassol concentra boa parte de sua produção ofensiva nos corredores laterais. A equipe busca criar situações de cruzamento com ocupação agressiva da área, levando diferentes jogadores para a zona de finalização.
Um mecanismo recorrente é a chegada do lateral oposto à segunda trave, aumentando a densidade ofensiva naquele setor e criando um elemento-surpresa capaz de gerar dúvidas nos defensores.
A bola parada também merece atenção. O Mirassol apresenta mecanismos bem trabalhados, utilizando bloqueios e movimentações para liberar seus jogadores de maior capacidade no jogo aéreo e criar situações de finalização mais limpas.

Fraquezas e como o Flamengo pode explorá-las
Tanto em organização quanto em transição ofensiva, o Mirassol costuma colocar muitos jogadores à frente da linha da bola. Esse comportamento aumenta a presença ofensiva, mas também pode gerar espaços para atacar nas costas da estrutura quando a posse é perdida.
Em determinadas situações, erros técnicos na saída ou uma pressão que não consegue ser encaixada de maneira coordenada fazem com que o Mirassol fique exposto, oferecendo campo para o adversário acelerar.
É justamente nesse momento que o Flamengo pode encontrar uma das principais oportunidades do jogo.
Se o Rubro-Negro conseguir recuperar a bola e executar uma transição ofensiva rápida e objetiva, utilizando a qualidade de seus passadores desde a primeira linha até o meio-campo, poderá atacar os corredores e os espaços entre os setores antes que o Mirassol consiga recompor sua estrutura.
Outro ponto importante será a capacidade de reter a posse em zonas centrais após a recuperação. Jogadores capazes de receber de costas, proteger a bola, vencer duelos físicos e dar continuidade à jogada podem ser fundamentais para fazer a equipe avançar.
Nesse contexto, Pedro e Paquetá apresentam características que podem se encaixar bem na estratégia: capacidade para sustentar a posse, associar-se por dentro e dar sequência às jogadas enquanto o restante da equipe progride.

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