“Quando cheguei, não foi fácil. Uma situação estranha. Eu não sabia falar português. Não sabia onde iria morar. Para mim, o Flamengo foi uma faculdade. Foi lá que consegui dar a volta por cima”, desabafou.
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Erazo também revelou que recebeu apoio de alguns companheiros de elenco durante o período de adaptação ao futebol brasileiro. Entre os jogadores que o ajudaram, o equatoriano citou nomes importantes daquele grupo.
“Eu me senti quase sozinho, mas tive o acompanhamento do Léo Moura, do Felipe, goleiro, do André Santos, Elias, Negueba. Amigos que fiz”, finalizou.
Erazo não conseguiu ter sequência no Flamengo
A passagem pelo Fla, entretanto, foi bastante complicada dentro de campo. Contratado em janeiro de 2014, o defensor chegou ao clube com status de reforço importante, principalmente por ser titular da seleção equatoriana e ter disputado a Copa do Mundo daquele ano.
Apelidado de “El Elegante”, o defensor não conseguiu corresponder às expectativas. Logo em sua estreia, contra o Macaé, pelo Campeonato Carioca, recebeu cartão vermelho. Posteriormente, também enfrentou críticas após falhas na derrota por 3 a 0 para o Fluminense.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu na final do Campeonato Carioca, contra o Vasco. Erazo entrou no segundo tempo e cometeu o pênalti que colocou o rival em vantagem. O Mengão, porém, conseguiu o empate nos minutos finais, com gol de Márcio Araújo, e ficou com o título estadual. O equatoriano chegou a chorar após cometer a penalidade, mas terminou a partida comemorando a conquista.
Ao todo, Erazo disputou apenas sete partidas com a camisa rubro-negra. Depois de perder espaço no elenco, ainda passou por Grêmio, Atlético-MG e Vasco antes de retornar ao futebol equatoriano.
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Jornalista formado pela Unisuam, 28 anos, natural do Rio de Janeiro. Atua na comunicação desde 2018, com passagens por rádio e portais esportivos.

