Danilo, do Flamengo, está na Copa do Mundo com a Seleção Brasileira, e na primeira rodada, ele entrou na vaga de Ibañez como lateral após um primeiro tempo ruim do companheiro. O zagueiro rubro-negro deu entrevista coletiva nesta quarta-feira (17) e respondeu sobre a possível titularidade contra o Haiti.
O defensor afirma que ainda não sabe se será titular, mas fala que todo time tem uma base, com alguns jogadores entrando na rotação. Ele se diz pronto para jogar e mostra vontade de ser acionado por Ancelotti.
“Todo time existe um núcleo com seis, sete jogadores que são titulares e jogam sempre. Existem três, quatro, que estão sempre em rotação. É assim n ofutebol moderno. As estratégias mudam de acordo com o adversário sempre. O que aconteceu no último jogo, para mim, teve uma importância exagerada. Hoje temos um time 70% definido que vai jogar sexta, e três, quatro que ainda não se sabe. Se o treinador me falar que vou jogar hoje, ou só uma hora antes na sexta, minha preparação é a mesma. Se vou jogar ou não, eu espero que sim”, comenta.
Danilo foi questionado ainda sobre a atuação como lateral. Ele explica como pode apoiar na posição, embora não seja um jogador ofensivo e com muitas subidas ao ataque.
“Se precisar de um lateral que faça corredor e suba muito, eu não serviria. Mas se você precisa de um jogador que possa ser um equilibrador, entenda os momentos, encurte as distâncias, tenha um apoio para dar amplitude, eu sirvo bastante. Não pela minha idade ou hipotético momento físico. Posso ser esse jogador, o treinador precisa montar uma estratégia. Pude até me arriscar uma vez ou outra no ataque”, comenta.
Danilo comenta ainda como foram os treinos da Seleção Brasileira até aqui.
“Três semanas de trabalho fazem com que deixemos de lado as convicções que cada um tem. Assim, podemos mergulhar na filosofia que queremos ter aqui. Cada um joga num clube que joga de um jeito. Quando junta tudo isso, não é fácil chegar em um produto final. Tivemos essas semanas para poder trabalhar isso, e obviamente a convivência”, afirma.
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Danilo admite Brasil abaixo contra Marrocos
O jogador do Flamengo ligou o modo sincerão e também não fugiu da pergunta sobre Brasil x Marrocos, assumindo que o jogo foi bem abaixo do que a Seleção Brasileira deveria fazer.
“Temos que ser claros. A melhor forma de crescer e consertar é encarar com realidade. Temos feito isso bem. Aquele primeiro tempo é aquém da nossa capacidade. Tivemos uma oportunidade da vida de poder voltar para o jogo, empatar e não ter um resultado que tivesse uma influência psicológica importante”, diz.
Endrick não ter sido acionado foi um dos principais tópicos daquela partida, mas ele destaca a importância que o jovem tem para o time.
“O Endrick é muito importante, uma joia rara que temos. Poder de decisão muito grande, tem estrela, acontecem as coisas. Para a gente, queremos tê-lo perto. Hoje no treino, ele teve lances e fez gols. É um jogador que queremos ter e esperamos que tenha o maior protagonismo possível. Temos nossa parcela, mas é a última chance que nós temos. O que pudermos fazer para que eles se sintam importantes, vamos fazer. E o Endrick será importante. Não entrou no outro dia, não sei, mas vai ser importante, e falo muito para ele manter a cabeça fresca que quando entrar, vai botar a bola para dentro”, avisa.
Para Danilo, Brasil está atrás de França e Argentina
O jogador do Flamengo também comparou o Brasil com outros concorrentes, e apesar de acreditar que as vitórias contra essas grandes seleções possam acontecer, Danilo entende que pode não ser dominando a partida.
“Não temos uma maturidade que a Argentina ou França têm hoje. Nossas ferramentas precisam ser diferentes. Talvez ficar um pouco mais baixo, não pressionar tanto, aceitar que o comando pode ser do adversário. Precisamos ter maturidade para entender isso e entender que vamos sofrer, mas que temos Endrick, Rayan para botar a bola para dentro”, opina.
Por fim, ele diz que não é o Brasil que piorou, mas os outros países melhoraram.
“O que penso é que as outra seleções melhoraram muito. A maneira de formar jogadores, montar equipes, evoluiu de forma que todos ficaram bem iguais. Isso em futebol de seleções, de clubes. A diferença entre ser melhor ou pior é fina. O Brasil está na primeira prateleira. Isso foi construído por uma galera que precisa ser respeitada. Nossa obrigação é honrar isso”, conclui.
Possivelmente com Danilo, do Flamengo, em campo, o Brasil enfrenta o Haiti na sexta-feira (19), às 21h30 (de Brasília), em busca da primeira vitória na Copa do Mundo 2026.
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