Horas após viver um caos intenso no Anatasio Girardot, José Boto deu detalhes dos bastidores da negociação pelo desenrolar ou não da partida. Já em Porto Alegre com a delegação do Flamengo, o diretor de futebol deixou claro que o Rubro-Negro queria jogo, mas em condições seguras.
Para evitar “disse me disse”, Boto foi claro: “Nunca foi nossa intenção, nunca dissemos a ninguém que não queríamos jogar. Nós queríamos jogar, queríamos jogar em segurança.”
O jogo acabou sendo suspenso definitivamente após mais de uma hora parado. A segurança teve dificuldades para controlar o caos e a tendência é que o Flamengo tenha vitória decretada por W.O. Mas não graças a Raúl Giraldo, presidente do Independiente Medellín.
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José Boto conta que presidente do Medellín queria jogo
Isso porque ele, que foi o pivô de todo o problema, queria que o jogo acontecesse. José Boto explicou que a intenção inicial do presidente do Medellín, juntamente com um membro do governo local, era de evacuar o estádio e que voltasse a ter jogo.
Nesse sentido, a postura do Flamengo foi contrária e o diretor português contou que chegou o aconselhar.
“E o presidente do clube, que é um presidente novo, queria evacuar o estádio e depois começar a jogar. E eu dizia a ele: ‘mas quando as pessoas virem na televisão que está a jogar vai ser pior, vão voltar todas aí mais raivosas, mais revoltadas, e vai ser pior.’ Mas era essa insistência que ele tinha, juntamente com alguém do governo local. Queriam à força toda que o jogo se realizasse.”
Em seguida, porém, Raúl Giraldo foi dissuadido da ideia e se deu por convencido.
“Nós queríamos jogar, mas com segurança, e não havia realmente condições nenhuma de segurança. E o próprio presidente, passado um tempo, por isso demorou um pouco mais de tempo, veio dizer, não, você tem razão, não há condições nenhuma para jogar, vai ser pior se evacuarmos e voltarmos a jogar”, contou José Boto.
Boto garante não ser possível remarcar o jogo
Uma vez suspenso, o contexto da partida será julgado pela Conmebol, que definirá o próximo passo. Para Boto, remarcar o jogo para esta sexta (8) ou sábado (9) está totalmente fora de cogitação.
“Não, isso é muito louco,. Não era possível, pelo calendário que existe na América do Sul, era impossível fazer isso. Íamos jogar hoje e agora domingo jogávamos com o Grêmio. Isso não é possível. Já há muita coisa quase impossível aqui na América do Sul (risos), mas essa aí era completamente impossível”, explicou.
Em seguida, ele afirmou que a possibilidade de remarcação sequer foi levantada pela partes.
“Esse cenário nunca foi colocado. O cenário que foi colocado foi do jogo ser jogado um pouco mais tarde, já sem torcedores no estádio. Esse foi o único cenário que foi colocado, mas que depois, como eu já disse, seria pior.”
Passada a questão, o Flamengo aguarda a decisão da Conmebol que, até agora, não deu nenhuma atualização.
Enquanto isso, o Rubro-Negro treina nesta tarde em preparação para encarar o Grêmio no domingo (10), às 19h30, pelo Brasileirão.
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