O Uruguai deu adeus à Copa do Mundo nesta sexta-feira (26), após derrota por 1 a 0 para a Espanha, e a eliminação também encerrou um capítulo frustrante para Arrascaeta. Pela primeira vez desde que passou a ser convocado para Mundiais, o camisa 10 deixou a competição sem disputar um único minuto.
O meia do Flamengo chegou ao torneio ainda em recuperação de uma fratura na clavícula, mas sofreu uma lesão muscular na panturrilha durante a preparação da seleção uruguaia. Mesmo inscrito e mantido no elenco por Marcelo Bielsa, Arrascaeta não saiu do banco em nenhuma das três partidas da fase de grupos.
A ausência aconteceu justamente no Mundial em que o camisa 10 vivia a expectativa de assumir um protagonismo ainda maior na Celeste. Depois da não convocação de Luis Suárez e da temporada de destaque pelo Flamengo em 2025, Arrascaeta chegava como uma das principais referências técnicas do Uruguai.
O desfecho acabou frustrando os planos da seleção e do próprio jogador. Eliminado ainda na fase de grupos, o Uruguai sequer deu ao meia a oportunidade de retornar aos gramados durante a competição.
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Histórico de Arrascaeta em Copas do Mundo
Arrascaeta já havia disputado duas Copas do Mundo antes da edição de 2026, com participações bem definidas em campo ao longo dos dois torneios anteriores.
Em 2018, na Rússia, o meia entrou em duas partidas ainda na fase de grupos. Atuou nas vitórias do Uruguai sobre o Egito e a Rússia, pela fase de grupos, e permaneceu no banco na eliminação para a França, nas oitavas de final.
Em 2022, no Catar, o cenário foi de maior protagonismo dentro da campanha uruguaia. Arrascaeta começou a competição como opção, entrou no decorrer da derrota para Portugal e depois foi titular na última rodada da fase de grupos contra Gana.
Na ocasião, marcou dois gols na vitória por 2 a 0, mas o resultado não foi suficiente para evitar a eliminação precoce da seleção.
Sequência uruguaia sem o Camisa 10 reforça impacto da ausência
A eliminação na fase de grupos reforça um recorte recente do Uruguai em Copas do Mundo. Nas últimas três edições, a seleção apresentou queda de rendimento em jogos nos quais Arrascaeta não esteve entre os titulares ou não teve participação direta na construção ofensiva.
Em 2018, a equipe avançou até as oitavas, mas já mostrava dependência de soluções individuais em um elenco em transição. Em 2022, a campanha teve início irregular, com empate sem gols na estreia e derrota na segunda rodada, antes da reação pontual na última partida da fase de grupos, quando o camisa 10 foi decisivo com dois gols.
Em 2026, o cenário se acentua pela ausência completa do jogador. Sem poder utilizar sua principal referência técnica, o Uruguai somou apenas um ponto em três jogos e não conseguiu sustentar desempenho competitivo ao longo da fase de grupos, encerrando sua participação de forma precoce.
O recorte ajuda a contextualizar não apenas a eliminação, mas também o impacto esportivo da ausência de um jogador que vinha sendo projetado como peça central do ciclo pós-Suárez.
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