O Palmeiras venceu a Chapecoense por 1 a 0, mas com alguns ‘asteriscos’, como Abel Ferreira gosta de dizer. O time visitante alcançou o empate no fim, mas teve o gol invalidado de forma, no mínimo, peculiar.
Mesmo assim, Abel Ferreira se acha no direito de reclamar da arbitragem, mesmo com seu time beneficiado, com o árbitro Felipe Fernandes salvando o resultado a seu favor.
Além disso, é mais uma coletiva consecutiva em que o técnico do Palmeiras cita o Flamengo. Ele mostra que não consegue tirar o Rubro-Negro da boca.
Dessa vez, ele usa o Flamengo para dizer que o jogo deveria ter sido adiado por conta das convocações. Ele esquece que o Mengão também estava esfacelado pela Copa, e que o clube, inclusive, tentou adiar a rodada, mas teve o pedido negado pela CBF.
Abel Ferreira lembra o jogo entre Flamengo e Fluminense que foi adiado pela CBF por conta do voo atrasado do Mengão como muleta para afirmar que essa partida contra a Chape jamais deveria ter acontecido.
“Esse jogo, se os clubes e a CBF, quisessem realmente cuidar dos interesses do futebol brasileiro, esse jogo não deveria ter existido. Único país no mundo que autorizou que se jogasse sem oito, nove jogadores internacionais (convocados). Tenho certeza que a CBF e os clubes querem fazer o melhor pelo futebol brasileiro, mas eu não consegui encontrar uma única razão. CBF, Fluminense x Flamengo, adiou o jogo de um dia para o outro. Por que não adiou essa rodada, pelo menos, dos times que têm jogadores convocados? O constrangimento dessa partida começou logo pelos clubes e pela CBF”, inicia.
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Abel Ferreira critica arbitragem que salvou o seu Palmeiras
O mais impressionante foi o malabarismo para criticar a arbitragem. Primeiro, ao falar sobre a expulsão de Allan, cai em contradição ao afirmar que aceitaria o vermelho, e reclama apenas de uma teoria criada pela sua cabeça, que acredita que o árbitro mudou a cor do cartão no grito do VAR, que ele estaria escutando no ouvido.
“O cartão do Allan. Viram o vermelho do Pedro Rocha no Vitão ontem? Não é pisão, é na canela, está correto o vermelho. Hoje, qualquer que fosse, amarelo ou vermelho, eu ia aceitar. O árbitro vinha correndo para dar amarelo. Tenho certeza que o VAR apitou aqui no ouvido: ‘É vermelho, é vermelho’. Ele pega, troca o lado do bolso e dá vermelho. O árbitro não teve dúvida nenhuma. Allan, um dos nossos melhores jogadores, fora”, lamenta.
Por fim, ele passa rapidamente por um dos lances capitais, reclamando do tempo extra, concordando com o pênalti a favor da Chape, mas que foi desperdiçado por Bolasie, e apenas afirmando rapidamente que a falta de Neto Pessoa em Murilo aconteceu.
“Seis minutos de acréscimo. Contra o Boca, aqui, sabe quanto tempo deu aquela pouca vergonha? Cinco. O pênalti é claro. O árbitro acertou em uas e errou em outras. A falta no Murilo, é falta, é empurrão”, conclui.
Essa falta, no entanto, foi decisiva para a vitória do Palmeiras. Em campo, o árbitro não marcou nada, e a revisão do VAR concordou. A arbitragem de vídeo viu lance legal, entendendo que o braço de Neto Pessoa era natural, disputando o lance. Na transmissão do Premiere, também foi unanimidade que o gol foi legal.
Mas o próprio Felipe Fernandes, árbitro de campo, decidiu pedir para revisar o lance, apesar da decisão do VAR. O árbitro pode rever os lances por conta própria quando eles acontecem nos últimos minutos.
Ainda assim, foi uma decisão incomum, e Felipe Fernandes contrariou toda a equipe do VAR para invalidar o gol da Chapecoense e garantir a vitória do Palmeiras.
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