O Maracanãzinho pode ganhar um novo parceiro para ampliar a utilização do ginásio. A informação foi revelada pelo CEO do Consórcio Maracanã, Fred Nantes, durante reunião do Conselho Deliberativo do Flamengo, nesta quarta-feira (17).
Segundo o dirigente, as negociações estão em andamento e a expectativa é de que um anúncio oficial seja feito nos próximos três meses. O objetivo é aumentar a ocupação do local, não apenas com eventos esportivos, mas também com atrações culturais.
“Estamos numa negociação de parceria para ter uma agenda bastante importante, não só uma agenda esportiva, mas uma agenda cultural também dentro do Maracanãzinho, para que seja utilizado muito mais do que é utilizado hoje. Infelizmente, por questões de confidencialidade nesse momento da negociação, eu não posso trazer ainda qual é a parceira que nós estamos negociando, mas espero, dentro dos próximos 90 dias, poder anunciar já essa nova parceria”, afirmou.
Sem revelar a empresa envolvida nas conversas, Fred Nantes afirmou que a intenção é aumentar a quantidade de eventos realizados no ginásio e gerar impactos para além do esporte.
“Essa nova parceria vai gerar uma agenda bastante interessante para o Maracanãzinho, para a cidade e para o estado do Rio de Janeiro, uma agenda que não é só esportiva”, completou.
A fala indica uma tentativa de tornar o Maracanãzinho um espaço multiuso, com maior presença de eventos de entretenimento, algo que pode ampliar as receitas do equipamento.

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Maracanãzinho é pouco utilizado pela própria gestão Fla-Flu
Atualmente, o Flamengo utiliza o ginásio para a maior parte dos jogos do FlaBasquete e para as partidas de maior apelo do Sesc Flamengo na Superliga Feminina. Apesar de o vôlei sempre registrar públicos superiores, a equipe masculina de basquete tem prioridade na utilização do local.
Quando as duas equipes atuam no Rio de Janeiro na mesma data, o Sesc Flamengo costuma mandar suas partidas no Tijuca Tênis Clube.
Já o Fluminense, parceiro do Rubro-Negro na Fla-Flu Serviços S.A., sequer utiliza o Maracanãzinho para os jogos do seu time feminino de vôlei, que disputa a Superliga A. Assim, o ginásio acaba sendo usado de forma limitada até mesmo por seus próprios controladores.
Nos últimos meses, o presidente Luiz Eduardo Baptista demonstrou preocupação com os custos de operação do Maracanãzinho, especialmente em relação ao FlaBasquete.
As médias de público da equipe masculina costumam ficar muito abaixo da capacidade do ginásio, o que aumenta o peso das despesas operacionais. Por isso, a busca por uma empresa especializada para gerir o espaço e ampliar a realização de eventos é vista como uma forma de tornar o equipamento rentável.
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Arena Niterói surge como alternativa para esportes olímpicos do Flamengo
Enquanto o Consórcio busca aumentar a agenda do Maracanãzinho, surge uma possível alternativa para as equipes olímpicas do Flamengo. A recém-inaugurada Arena Niterói aparece nos bastidores como uma possível casa para o basquete e o vôlei rubro-negros a partir da temporada 2026/27.
A mudança, além de reduzir custos para o clube, também abriria mais datas no Maracanãzinho para a realização de shows e outros eventos.
No entanto, o projeto ainda é tratado apenas nos bastidores. O Jornal do Fla apura se existe a possibilidade de uma parceria entre o Flamengo e a Prefeitura de Niterói e atualizará os torcedores caso haja avanços concretos nas negociações.

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