terça-feira, maio 19
Banner do colunista João Luis Jr

O empate diante do Athletico-PR é um resultado que no papel não parece ruim. Estávamos jogando fora de casa, com vários desfalques, em um dos famigerados campinhos plásticos de futebol de sabão que vem se tornando comuns no futebol brasileiro. Saímos atrás no placar, conseguimos um empate e levamos um ponto pra casa.

Até mesmo numa visão mais ampla, da rodada do Brasileiro como um todo, não temos do que reclamar. Nosso adversário direto, o Palmeiras, tinha um jogo mais fácil dentro de casa, diante do Cruzeiro, e empatou, fazendo com que nosso “tropeço” no Paraná não tenha tanto peso, já que o esperado era até que a equipe paulista ampliasse a vantagem nessa rodada.

Mas se formos analisar o que foi realmente apresentado dentro do campo, aí o clima fica um pouco mais pesado. Porque ainda que se tenha batido muito na tecla de que o grande problema do Flamengo é eficiência no ataque, partidas como a deste domingo sinalizam que o buraco é mais embaixo.

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Não que o problema da eficiência não venha já de longa data. O Flamengo vinha se mostrando uma equipe capaz de armar jogadas e criar boas oportunidades, mas que desperdiçava uma quantidade exagerada de chances na cara do gol, o que cobrava seu preço nos mais diversos momentos.

Contra o Grêmio tivemos uma superioridade assustadora e vencemos pelo placar mínimo, diante do Vitória pagamos na Bahia o preço dos gols perdidos no Rio, entre várias outras situações vividas durante a gestão Leonardo Jardim. Ou seja, não tem como negar o impacto que essas chances desperdiçadas estão tendo na temporada.

Mas em partidas como a deste domingo, em que foi complicado até criar essas chances, outras questões também vêm à tona. São duas partidas seguidas em que Rossi falha e condiciona a situação do jogo – ainda que o goleiro tenha realizado importantes defesas no segundo tempo. É nossa defesa apresentando visíveis dificuldades diante de ataques não tão poderosos. É nosso meio de campo deixando espaços inaceitáveis enquanto perde capacidade de articulação.

A realidade é que, se o Flamengo de Leonardo Jardim parecia um time bem organizado, para o qual faltava apenas uma sintonia fina no ataque, o que testemunhamos nas últimas partidas não foi esse ajuste do ataque, mas sim uma degeneração dos outros setores. Gols bobos foram sofridos, atuações abaixo da média foram realizadas, partidas onde a vitória era totalmente possível se tornaram profundamente complicadas.

E tudo precisa ser corrigido essa semana. Porque diante do Estudiantes, na quarta, podemos garantir uma boa posição na próxima fase da Libertadores e contra o Palmeiras, no sábado, temos um confronto direto na busca pelo título brasileiro. Duas partidas decisivas onde o Flamengo não pode se dar ao luxo de falhar nem na pontaria e nem em nenhum dos inúmeros outros setores onde tem falhado.


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