
No futebol, os números registram o volume, mas os predestinados ditam o placar. O Flamengo passou 90 minutos amarrado em 64% de posse e 460 passes. Uma insistência burocrática que parecia repetir o roteiro estéril do meio de semana, até que a estrela do principal centroavante do país resolveu mudar o jogo.
O roteiro começou desenhando pura frustração após nova falha individual de Rossi. O erro entregou a vantagem ao Athletico e forçou o time desfigurado a correr atrás do placar. As linhas baixas do rival e a arbitragem confusa de Rafael Klein eram um convite ao desespero.
O Flamengo abusou de 22 cruzamentos e flertou com o desastre. A defesa vacilou, a recomposição falhou e o rival carimbou a trave de Rossi duas vezes. Quando essa escuridão tática ameaçava engolir o time, a hierarquia rubro-negra buscou a única solução lógica.
Coluna: A ditadura dos números vazios: o Flamengo que morreu abraçado aos 74% de posse
A sobrevivência em formato de camisa 9
Quando a tática desmorona e o coletivo falha, o Flamengo vive de seus grandes nomes. É assim desde 2019, e contra o Athletico não foi diferente. A jogada do empate saiu exclusivamente da ‘velha guarda’ dos multicampeões. Lançamento preciso de Léo Pereira, assistência de Bruno Henrique e finalização de Pedro.
O chute de canhota passou entre as pernas de Santos com lentidão dramática, um símbolo da dificuldade do time em colocar a bola no fundo das redes nesta semana. Não coincidentemente um problema solucionado por Pedro, artilheiro do time e reserva na Copa do Brasil.
Os números chancelam o óbvio de quem sustenta média de 0,50 gol por partida desde 2020, com 169 gols em 333 jogos.
Em 2026, já são 17 bolas na rede em 29 exibições do centroavante. O gol isolou o atleta na artilharia do Brasileirão com nove tentos e evitou a crise na Gávea. O recado final foi dado no momento mais cirúrgico possível para o atacante.
Nesta segunda, às 17h, Carlo Ancelotti divulga a lista de convocados para a Copa. O treinador italiano assistiu ao jogo das tribunas e viu o centroavante crescer sob seus olhos. Pedro nunca foi chamado por Ancelotti, mas se candidata como um argumento importante para o ataque.
O empate por 1 a 1 liga o alerta para a sequência da temporada. O time vinha de uma invencibilidade de 17 jogos antes da queda no Barradão, mas agora vê o rendimento oscilar. Na Arena Baixada, a luz foi acesa por Pedro após jogada de Léo Pereira e Bruno Henrique, heróis isolados em meio ao coletivo bagunçado.
Fique por dentro de tudo no seu WhatsApp! 📲 Quer receber as notícias do Mengão em primeira mão, direto no seu celular? Entre agora no canal oficial do Jornal do Fla no WhatsApp e não perca nenhum detalhe sobre o nosso Mais Querido.
👉 CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO CANAL

