sexta-feira, maio 1

O Flamengo encerrou o primeiro trimestre de 2026 consolidando uma trajetória de forte expansão financeira. O clube atingiu uma receita bruta total de R$ 383 milhões no período, o que representa um crescimento expressivo de 35% na comparação com os R$ 283 milhões registrados no mesmo período em 2025.

O grande destaque do balancete é a chamada receita recorrente, que é o dinheiro que entra no clube de forma estável, sem depender da venda de jogadores. Esse valor somou R$ 336 milhões, o maior patamar já registrado pelo Rubro-Negro para um início de ano, com uma alta de 42% sobre o ano anterior.

Isso é fundamental porque mostra um Flamengo cada vez mais autossuficiente e menos dependente de negociar seus atletas para fechar as contas no azul. Em 2025, a receita recorrente total foi de R$ 1,571 bilhão.

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Áreas de arrecadação

A maturação dos contratos de patrocínio e o apoio da torcida foram os pilares para esse salto financeiro. O crescimento em frentes diversificadas garante que o clube tenha fôlego para investir no futebol ao longo de toda a temporada, independentemente de títulos em campo ou vendas pontuais.

  • Patrocínio e Marketing: Arrecadou R$ 116,4 milhões, um aumento robusto frente aos R$ 66,2 milhões de 2025;
  • Bilheteria: O “matchday” contribuiu com R$ 28,1 milhões para o fluxo de caixa recorrente no primeiro trimestre de 2026;
  • Sócio-Torcedor: Gerou R$ 24,9 milhões, superando os R$ 18,8milhões do ano anterior;
  • Licenciamento e Royalties: Esta frente gerou R$ 27,1 milhões no trimestre, mantendo patamares elevados.

Além da operação esportiva, a gestão patrimonial também teve papel relevante. O clube realizou a venda de duas unidades do Edifício Hilton Santos, totalizando R$ 10,5 milhões em novos contratos.

Desse valor, R$ 1,9 milhão entrou efetivamente no caixa neste trimestre. O restante, R$ 8,6 milhões, será recebido ao longo do tempo, já que as vendas foram feitas de forma parcelada e aparecem como contas a receber.

Após essas negociações, o estoque imobiliário ainda disponível no edifício está avaliado em R$ 137,8 milhões.

Eficiência operacional e a importância do Ebitda

Pela primeira vez em cinco anos, o Flamengo alcançou uma margem Ebitda de dois dígitos logo no início da temporada. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) é um indicador essencial para entender a saúde financeira real.

O índice mostra quanto dinheiro o clube gera com sua atividade principal, desconsiderando dívidas, impostos e ajustes contábeis. É uma forma de enxergar se o Flamengo está “se pagando” no dia a dia, só com o que arrecada e gasta na operação.

Ter um Ebitda alto significa que o clube consegue gerar bastante dinheiro com futebol, marketing e outras receitas, mesmo antes de lidar com despesas financeiras ou contábeis. Isso dá mais segurança para investir, contratar jogadores e planejar o futuro.

  • Ebitda Recorrente: Saltou de R$ 7,8 milhões em 2025 para R$ 50,4 milhões em 2026, um crescimento de 547%.
  • Margem Ebitda: Atingiu 16%, o que reflete um controle rígido de custos diante do aumento acelerado da receita.

Sobre o resultado final, é preciso atenção aos números do trimestre. O Flamengo registrou um déficit de aproximadamente R$ 58,8 milhões antes dos impostos, mas já considerando o impacto das despesas financeiras no período.

Com a incidência de cerca de R$ 5 milhões em impostos (IRPJ e CSLL), o resultado líquido foi um prejuízo de aproximadamente R$ 63,9 milhões. Esse “vermelho” contábil é comum no início do ano, já que as premiações e rendas pesadas de finais de campeonato só entram no segundo semestre.

Leia mais: Além do bilhão: Flamengo reforça marketing com executivos para bater recorde de R$ 541 milhões

Poder de fogo: Capacidade de investimento recorde

Para além da arrecadação, o relatório evidencia a força do Flamengo no mercado de jogadores. O clube utilizou sua capacidade financeira para acelerar a montagem do elenco e elevar o nível competitivo já no início da temporada.

No primeiro trimestre de 2026, o Flamengo registrou cerca de R$ 469 milhões em adições de direitos federativos. Esse é o maior valor já investido pelo clube em um único trimestre, segundo o próprio relatório. O montante, no entanto, não representa apenas o que foi pago no período (R$ 319,3 milhões), mas também a soma de novos compromissos assumidos em contratações.

Esse volume representa um salto relevante em relação aos períodos anteriores. Ele reforça uma estratégia clara de antecipar movimentos no mercado e garantir reforços de alto nível com mais rapidez.

Os dados mostram um clube com alto poder de investimento e grande agressividade no mercado. Ao mesmo tempo, indicam uma estrutura financeira capaz de sustentar esse nível de gasto sem comprometer o planejamento geral.


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