Como diria o pensador futebolístico Jardel, clássico é clássico (e vice-versa). Inspirada nessa frase, escolhi a receita para que mulambos de todos os cantos da nossa Nação possam apreciar uma iguaria da culinária bigoduda enquanto assistem o Mais Querido sovar, mais uma vez, seu saco de pancadas preferido.
Os números da supremacia rubro-negra sobre o pobre “rival” são desconcertantes para eles: de 428 partidas, os pobres venceram 122; e isso, no século passado, porque no século XXI o Fla domina, com vantagem significativa em vitórias, especialmente na última década.
A história recente do confronto mostra dados que fazem os antis chorarem, incluindo apenas duas vitórias em 35 jogos, incapacidade de vencer o Mengo por mais de seis anos seguidos e o fantástico 6 x 1 de 2024 (não, não estamos falando de escala de trabalho).
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Mas, voltando à comida, falemos sobre a história da relação do ingrediente principal do petisco abaixo ao cruzmaltino. Pesquisei sobre o assunto, e o que encontrei foi uma versão do mundo bizarro do nosso relacionamento com o urubu: utilizado como xingamento, vou incorporado pela torcida de lá como símbolo de orgulho.
Para nós, do lado de cá, continua sendo um peixe fedido e sem cabeça, só que, ao contrário da versão futebolística, o bacalhau alimento tem sua serventia e tem seu lugar na mesa de qualquer torcida.
Receita de Bolinho de Bacalhau – Clássico das Multidões
Tempo de preparo: 1h
Rendimento: cerca de 25 bolinhos
Nível: clássico pegado, jogo truncado, decidido no detalhe
Ingredientes
500g de bacalhau dessalgado e desfiado
500g de batata cozida e amassada
1 ovo
1/2 cebola bem picada
2 dentes de alho picados
2 colheres de sopa de salsinha picada
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Azeite a gosto
Óleo para fritar
Modo de preparo
- Aquecimento (pré-jogo)
Cozinhe o bacalhau, desfie bem e tire qualquer espinha — nada de jogador machucado antes do clássico. Cozinhe as batatas e amasse ainda quentes, pra não perder o ritmo. - Montagem do time (1º tempo)
Misture o bacalhau com a batata, o ovo, a cebola, o alho e a salsinha. Tempere com sal e pimenta. Aqui é entrosamento: mexe bem até virar uma massa uniforme, sem estrelismo. - Ajuste tático (intervalo)
Se a massa estiver muito mole, dá uma segurada — pode levar um tempinho na geladeira. Time organizado não toma contra-ataque. - Finalização (2º tempo)
Modele os bolinhos com duas colheres ou na mão, formato clássico de bola de jogo. - Gol! (Prorrogação decisiva)
Frite em óleo quente até ficarem dourados. Nada de fogo baixo: pressão total, estilo Maracanã lotado.
Bom apetite e uma ótima vitória do Mengão!!
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