Os clubes de futebol brasileiro já articulam uma ação conjunta no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Medida Provisória que proibiu a exploração de apostas de quota fixa no país (MP das bets). A ideia é que as equipes entrem em bloco no processo relatado pelo ministro Luiz Fux e reforcem os pedidos que já chegaram à Corte.
O movimento acontece depois que a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o STF contra a MP. Na sequência, o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) também pediu para participar do processo e solicitou a suspensão da medida.
Os clubes chegaram a considerar ações individuais, mas entenderam que uma manifestação conjunta pode proteger não apenas contratos específicos, mas os acordos de patrocínio envolvendo o futebol brasileiro como um todo. A intenção é pedir a suspensão da MP e, caso isso não aconteça, defender uma transição antes do fim das operações.
O Sinafut já solicitou um período de seis meses para adaptação. A entidade aponta que o bloqueio dos sites, previsto para 5 de outubro, acontecerá na reta final das competições nacionais e em um momento importante para a definição dos contratos e dos orçamentos de 2027.
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Futebol brasileiro se mobiliza contra MP das bets
A ofensiva reúne diferentes setores do futebol brasileiro. Além dos clubes, o Sinafut representa equipes e federações e já apresentou ao STF o pedido de suspensão da MP ou, como alternativa, um período de transição de seis meses.
A entidade argumenta que o prazo previsto para o bloqueio das plataformas atinge justamente a reta final das competições nacionais. Segundo o Sinafut, uma mudança imediata também prejudicaria o planejamento dos clubes para 2027 e a organização dos campeonatos estaduais.
A diretoria do sindicato ainda conta com dois vice-presidentes da CBF: Ednailson Leite Rozenha, presidente da Federação Amazonense, e Ricardo Glock, presidente da Federação Paraense. Felipe Feijó, presidente da Federação Alagoana, também integra a entidade.
Flamengo calcula impacto financeiro com proibição das bets
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, também alertou para os impactos da medida sobre o clube. Durante participação no MengoCast, o dirigente citou Lucas Paquetá ao explicar como a interrupção das receitas das bets pode afetar compromissos financeiros assumidos pelo Rubro-Negro.
“Como eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Nós não temos condições, hoje, de honrar os compromissos que nós assumimos baseados em contratos legais”, declarou Bap.
O presidente ainda afirmou que o Flamengo não pretende buscar outro patrocinador no lugar da Betano enquanto a situação não for resolvida. Segundo Bap, o clube pode esperar meses pelo desfecho da discussão antes de tomar qualquer decisão sobre a parceria.
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