Há dez anos, em 21 de agosto de 2016, Diego Ribas estreou com a camisa do Flamengo contra o Grêmio, em duelo válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Estádio Mané Garrincha foi palco do início da trajetória de um dos principais jogadores da história recente do Rubro-Negro.
Na ocasião, o meia retornava ao Brasil após 12 anos atuando no futebol europeu, com a missão de liderar um Flamengo em reconstrução dentro e fora de campo.
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Titular em seu primeiro jogo com o Manto Sagrado, Diego Ribas marcou de cabeça o segundo gol da vitória sobre o Grêmio, após belo cruzamento de Pará no segundo tempo. Na primeira etapa, Leandro Damião havia aberto o placar de pênalti aos 30 minutos.
Escalação do Flamengo no duelo contra o Grêmio (21/08/2016)
Alex Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Jorge; Márcio Araújo, Cuéllar e Diego (Mancuello); Gabriel (Alan Patrick), Everton e Leandro Damião (Felipe Vizeu). Técnico: Zé Ricardo.
Impacto de Diego Ribas no Flamengo de 2016
Quando Diego chegou ao Flamengo, o clube ainda não era o que conhecemos hoje. Apesar de já ter movimentado o mercado da bola com a contratação de Paolo Guerrero em 2015, o Rubro-Negro ainda buscava fortalecer sua estrutura e recuperar protagonismo no futebol brasileiro.
A chegada do meia ao Ninho do Urubu não representava apenas um ganho técnico para a equipe. O atleta carregava a experiência de quem havia atuado por grandes clubes da Europa e pela Seleção Brasileira, chegando ao Mais Querido com status de protagonista.
A presença de Diego também ajudava a mostrar que o Flamengo voltava a ser um destino capaz de atrair jogadores de alto nível do futebol mundial, reforçando a credibilidade e a ambição do projeto rubro-negro.
Em sua primeira temporada, o meia marcou seis gols e deu três assistências em 18 jogos. O Flamengo terminou o Campeonato Brasileiro na terceira colocação, com 71 pontos, nove a menos que o campeão Palmeiras.
Diego foi alvo de críticas da torcida do Flamengo entre 2017 e 2018
Durante sua passagem pelo Flamengo, Diego viveu os dois extremos da relação entre jogador e torcida. Apesar de hoje ser lembrado pelos grandes momentos com o Manto, o jogador também foi um dos principais alvos de críticas da torcida rubro-negra.
O auge da cobrança aconteceu entre 2017 e 2018, período em que o alto investimento do clube contrastava com eliminações e momentos frustrantes.
Capitão e uma das principais referências técnicas da equipe, Diego era apontado por parte da torcida como um dos responsáveis pela má fase do Flamengo. Entre os fatores que alimentavam as críticas na época estavam as atuações inconstantes do jogador e a falta de títulos de expressão.
O camisa 10 ficou marcado pelo pênalti desperdiçado na final da Copa do Brasil de 2017, contra o Cruzeiro, e chegou a ser alvo de protestos da torcida, como ocorreu em abril de 2018.
2019: a virada de chave para Flamengo e Diego
Até 2018, o Flamengo ainda contava com poucos jogadores de peso para dividir a responsabilidade de conduzir a equipe, como Everton Ribeiro, Diego Alves e o próprio camisa 10.
A chegada de nomes como Arrascaeta, Bruno Henrique, Gabigol, Filipe Luís e Rafinha, em 2019, mudou esse cenário. Com um elenco mais qualificado e recheado de referências técnicas, Diego passou a compartilhar a pressão por resultados com outros protagonistas da equipe.
Apesar das críticas que ainda recebia da torcida, Diego continuava tendo espaço e importância no elenco comandado por Jorge Jesus. No entanto, uma lesão sofrida no meio da temporada mudaria os rumos do ano para o jogador.
Em 24 de julho de 2019, durante o jogo de ida das oitavas de final da Libertadores contra o Emelec, o atleta sofreu uma fratura com lesão ligamentar no tornozelo esquerdo após uma forte entrada de Dixon Arroyo. Diego precisou passar por cirurgia, e o prazo para seu retorno era de seis meses, o que decretaria o fim de sua temporada.
No entanto, contrariando as previsões, o jogador se recuperou em menos de três meses e retornou aos gramados na goleada por 5 a 0 sobre o Grêmio, no jogo de volta da semifinal da Libertadores, no Maracanã.
Enquanto Diego esteve fora, o Flamengo de Jorge Jesus se adaptou com Willian Arão e Gerson na volância e encantou o futebol sul-americano com atuações memoráveis. Contudo, faltava a cereja do bolo: a Glória Eterna em Lima.
Apto para disputar a final da Libertadores contra o River Plate, o capitão rubro-negro entrou aos 21 minutos do segundo tempo, no lugar de Gerson, quando a equipe argentina vencia por 1 a 0 desde os 14 minutos de jogo.
Na reta final, Gabigol empatou o confronto aos 43 minutos, transformando o Monumental de Lima em um Maracanã. Vale destacar que a jogada do gol começou com a pressão exercida pelo meia sobre Lucas Pratto.
Três minutos depois, Diego lançou para Gabigol virar a decisão e decretar o bicampeonato do Rubro-Negro, 38 anos após o primeiro título. Naquele momento, o jogador coroava sua trajetória no Flamengo e consolidava seu lugar na história recente do clube.
A despedida em 2022
A trajetória de títulos de Diego no Flamengo não se encerrou em 2019. O meia continuou sendo uma das lideranças da equipe e, mesmo no banco de reservas, manteve sua importância no elenco. O jogador encerrou sua passagem pelo clube após conquistar a Libertadores e a Copa do Brasil em 2022.
A despedida aconteceu na última rodada do Brasileirão, na derrota por 2 a 1 para o Avaí, no Maracanã.
Pelo Flamengo, Diego marcou 42 gols e deu 29 assistências em 285 partidas. Ao todo, o jogador conquistou 12 títulos com o Manto Sagrado:
- 4x Campeonato Carioca (2017, 2019, 2020 e 2021)
- 2x Copa Libertadores da América (2019 e 2022)
- 2x Campeonato Brasileiro (2019 e 2020)
- 2x Supercopa do Brasil (2020 e 2021)
- 1x Recopa Sul-Americana (2020)
- 1x Copa do Brasil (2022)
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