O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reabriu a discussão sobre a acusação de estelionato contra Bruno Henrique no caso das apostas. Após pedido da defesa, o ministro Joel Ilan Paciornik determinou que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) faça um novo julgamento sobre a acusação.
O ministro Joel Ilan Paciornik considerou relevante o argumento de que as casas de apostas só manifestaram interesse em processar os envolvidos depois de serem procuradas pela Polícia Federal. A defesa do atacante do Flamengo sustenta que, por isso, o prazo para apresentar a representação pode ter sido ultrapassado.
Paciornik entende que esse ponto não foi analisado de forma adequada pelo TJDFT e que a questão pode mudar o entendimento sobre a acusação de estelionato. Por isso, o ministro anulou o julgamento anterior e determinou que o tribunal faça uma nova análise do caso.
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Bruno Henrique foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) junto de outras oito pessoas. A acusação de estelionato é uma das questões discutidas no processo que investiga o cartão recebido pelo atacante contra o Santos, em 2023.
Agora, o TJDFT terá que julgar novamente a questão. O STJ não absolveu Bruno Henrique nem decidiu que ele cometeu estelionato: apenas determinou que a Justiça do Distrito Federal reavalie a acusação a partir do argumento apresentado pela defesa.
Entenda o caso de Bruno Henrique
Bruno Henrique responde na Justiça comum por suspeita de ter forçado um cartão amarelo na partida entre Flamengo e Santos, pelo Brasileirão de 2023. O atacante recebeu a advertência nos minutos finais e, logo depois, acabou expulso por reclamação.
A investigação começou após casas de apostas identificarem movimentações consideradas suspeitas no mercado relacionado aos cartões de Bruno Henrique. A Polícia Federal passou a apurar o caso e realizou uma operação de busca e apreensão em novembro de 2024.
O celular do jogador foi apreendido durante a operação, e conversas entre Bruno Henrique e o irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, foram utilizadas como elementos nos desdobramentos da investigação.
Na esfera esportiva, Bruno Henrique já foi julgado e condenado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A punição inicialmente foi de 12 partidas de suspensão, mas acabou convertida em multa de R$ 100 mil na última instância.
Assim, o atacante está livre para atuar no futebol, mas ainda enfrenta a acusação na Justiça comum. O processo criminal segue em andamento, e agora o TJDFT terá que reavaliar a questão relacionada ao estelionato após a decisão do STJ.
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