O empate do Flamengo de Leonardo Jardim contra o Vasco acendeu o alerta na Nação. As principais críticas passaram a rondar no fato do time estar permitindo um jogo de bate e volta, ou seja, muita trocação com os adversários a todo momento.
No entanto, o analista tático Raphael Rabello, do canal Falando de Tática, entende que não é bem assim. Ele traz dados e uma análise detalhada para mostrar que esse não é o real problema do Flamengo de Leonardo Jardim.
“Contra o Bahia, foi um jogo que o Flamengo mais entrou em trocação. Contra o Vasco, não tive essa percepção. Flamengo sofria contra-ataque, mas de uma outra forma”, inicia.
Com números, o analista destaca que o Flamengo de Leonardo Jardim não propicia um jogo de trocação.
“Flamengo é o quarto time que menos perde a bola. Perde pouco a bola, não está entregando a posse toda a hora e então não concede um jogo de trocação. Flamengo pode controlar mais pela posse, sim. Mas quero mostrar que essa questão de jogo de bate e volta, para mim, não procede, e os dados mostram que essa conta não fecha”, comenta.
O Flamengo de Leonardo Jardim tem sofrido muitas finalizações, números semelhantes ao de Filipe Luís nos primeiros 15 jogos. Mas a equipe não verticaliza o suficiente para resultar nisso.
“Flamengo não está entre os times que mais contra-ataque. Não fica verticalizando, propiciando esse jogo de bate e volta. Para ser um time que fica na trocação, deveria estar mais a frente nesse ranking de contra-ataques”, diz.
Flamengo de Leonardo Jardim sofre contra-ataques, mas não por acelerar o jogo
Para justificar os contra-ataques do Vasco e as finalizações sofridas, o analista mostra que o principal erro do Flamengo é não finalizar suas jogadas. Agredir e acabar perdendo a bola no ataque faz com que o time sofra mais na defesa.
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“Contra o Vasco, o Flamengo perdeu 18 bolas no campo de ataque. Não é por tentar verticalizar o jogo. Aqui, o Luiz Araújo baixa para atrair o Piton e o Ortiz acha o Varela na profundidade. É uma jogada que fazia muito com o Filipe Luís. Não é um jogo que o Flamengo está facilitando para que haja uma trocação. O Vasco intercepta o cruzamento e o Flamengo sofre o contra-ataque por não ter finalizado a jogada. Não foi por acelerar o jogo. O Flamengo sofre uma finalização não por estar na trocação, mas por não finalizar o contra-ataque”, comenta.
Em outra jogada, um erro de Plata também custou caro.
“Flamengo progredindo, Luiz Araújo ataca espaço corretamente, e o Plata erra tomada de decisão, domina a bola para dentro da zona de pressão. Ele perde essa bola, mas não foi por querer acelerar, foi um erro de entendimento de onde vinha a pressão, erro técnico, de tomada de decisão, o Vasco rouba, contra-ataca, finaliza e consegue escanteio”, continua.
Por fim, o analista aponta para o bloco baixo como principal vilão no Flamengo, e não a verticalização ou o jogo de bate e volta.
“O grande vilão não é a trocação, mas ficar muito tempo em bloco baixo. O elenco não foi montado para isso. Futebol também é sobre hábito, e eles não estão acostumados a marcar em bloco baixo”, conclui. Assista na íntegra.
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