A passagem conturbada de Jorge Carrascal no Flamengo está próxima de seu capítulo final. A diretoria rubro-negra e os representantes do jogador costuraram uma saída programada logo após a disputa da Copa do Mundo de 2026, onde Carrascal defenderá a seleção da Colômbia.
Assim, o vínculo, que parecia promissor quando anunciado em agosto de 2025 por 12 milhões de euros (cerca de R$ 80 milhões), chegará ao término na próxima janela de transferências. A decisão é resultado de um desgaste que se tornou insustentável. O comportamento extracampo do atleta de 28 anos, incluindo festas constantes em seu condomínio no Rio de Janeiro, passou a ser monitorado com preocupação pelos dirigentes.
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Segundo apuração nos bastidores do Ninho do Urubu, a cúpula do clube já havia colocado Carrascal na lista de negociáveis ainda no ano passado, diante da dificuldade de enquadrar suas atitudes fora dos gramados nas punições previstas pelo regulamento interno.
Carrascal já sinalizou a seus agentes que estaria disposto a retornar ao futebol russo, de onde veio. O Flamengo aceita vender o jogador desde que receba uma oferta que se aproxime do investimento feito – ou ao menos evite um prejuízo excessivo.
Números aceitáveis, mas disciplina compromete
Dentro de campo, os números até são razoáveis: 52 jogos, seis gols e nove assistências. No entanto, o saldo negativo é pesado por questões disciplinares. Em 2026, Carrascal foi expulso três vezes, sendo a mais recente no último domingo (25), véspera de seu aniversário de 28 anos.
Um dia após a expulsão, o jogador promoveu uma festa em seu condomínio, o que gerou a revolta de uma torcida organizada do Flamengo, que compareceu do lado de fora de sua casa para cobrar publicamente o atleta.
A insatisfação da torcida já vinha crescendo. O meia é avaliado internamente como um jogador que não se comporta bem em determinadas partidas, apesar da reconhecida habilidade técnica. As expulsões, segundo fontes, foram apenas a parte visível de um problema mais profundo de adaptação e postura profissional.
Limitações do clube para punir horas vagas
O Flamengo, por regulamento interno, só pode punir jogadores quando os comportamentos se enquadram em uma cartilha específica de infrações. Nada pode ser feito legalmente sobre as atividades nas horas vagas fora do clube, o que inclui as festas organizadas por Carrascal, muitas delas em momentos conturbados da equipe. A diretoria já o multou três vezes pelas expulsões, mas admite, nos bastidores, que a medida se mostrou insuficiente para corrigir a rota.
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