
A Convenção de Genebra. A Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Constituição Brasileira de 1988. O Código Civil. A Bíblia, o Alcorão e a Torá. Esses são apenas alguns dos documentos e livros que eu iria violar e desrespeitar se fosse falar aqui sobre o que desejo que aconteça com o meio campista colombiano Jorge Carrascal.
Isso porque poucas vezes, na história do Clube de Regatas do Flamengo, um atleta condicionou de maneira tão burra o resultado de uma partida tão importante. Você pode alegar que ele não encosta no jogador adversário, você pode defender que o juíz foi duro demais na jogada, mas não tem como negar que Carrascal foi de uma estupidez abjeta ao entrar dessa maneira numa jogada absolutamente inofensiva ainda no campo de defesa adversário.
Não foi excesso de vontade, não foi calor do jogo, foi apenas a recorrente burrice de um jogador que, além de burro, também vinha se mostrando indolente, irresponsável e profundamente desconectado do nível de importância das partidas e do nível de seriedade exigido pelo clube.
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A jogada absurda de Carrascal, num momento em que o Flamengo dominava a partida e exercia grande pressão no adversário, não é um ponto fora da curva numa trajetória de bons momentos, mas sim a cereja num bolo de decisões temerárias e desrespeito com o clube e o torcedor. Se ele veio para o Flamengo como um reserva para Arrascaeta, o nível de contribuição que ele vem oferecendo é mais parecido com o de Walter Minhoca.
Claro que cabem várias outras reclamações. Rossi falhou em dois gols, engatando uma série de atuações bisonhas que já justificam sua saída do time titular. Samuel Lino esteve em uma noite horrenda, assim como nossa zaga cometeu erros incompreensíveis. Podemos citar até mesmo a arbitragem, sem critério algum, que deixava a equipe adversária bater o quanto quisesse. Mas nada disso teria se tornado uma questão se não fosse a estúpida, desnecessária e assombrosa expulsão de Jorge Carrascal.
Uma expulsão que causou uma derrota e uma derrota que causa duas obrigações. A primeira é vencer esse mesmo adversário na casa dele, se quisermos brigar pelo título. A distância aumentou, nossa margem de erro caiu, Leonardo Jardim terá que arcar com as consequências da sua insistência em Carrascal e compensar esses três pontos jogados no lixo.
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A segunda é não permitir que o meia colombiano vista novamente o manto rubro-negro. O nível em que o Flamengo precisa competir não é compatível com o perfil displicente, burro e temerário do meia colombiano, que com certeza ainda tem mercado e pode ser repassado para algum clube que precise de um meia indolente no ataque e estúpido na marcação. O mercado russo e o mercado árabe existem é pra isso mesmo.
E antes que alguém venha dizer que depois de um erro desses o jogador precisa de acolhimento e não críticas, vale lembrar o quão merecedor de acolhimento se mostrou o último jogador que, com um erro individual, levou o Flamengo a perder uma partida, diante desse mesmo oponente. Carinho é pra quem merece. Pra vagabundo a porta da rua já é muita coisa.
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