A eliminação do Flamengo para o Vitória provocou críticas fortes no Linha de Passe, da ESPN. Durante o debate pós-jogo, Victor Birner questionou a postura da equipe rubro-negra e afirmou que o comportamento em campo parecia o de uma partida comum de Campeonato Brasileiro, e não de mata-mata.
O comentarista chamou atenção principalmente para a falta de intensidade demonstrada pelo Flamengo em Salvador. Na visão dele, o ambiente criado pelo Vitória exigia um nível competitivo diferente, algo que o time rubro-negro não conseguiu acompanhar ao longo da partida.
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Victor Birner vê Flamengo sem intensidade em Salvador
Ao analisar a atuação do Flamengo, Birner demonstrou estranhamento com a maneira como a equipe entrou em campo diante de um cenário que, segundo ele, já era previsível.
“Eu não sei qual foi a mobilização dos jogadores do Flamengo”, afirmou o comentarista, antes de destacar a força do ambiente criado pelo Vitória no Barradão.
Segundo Birner, a intensidade da torcida e a proposta do adversário deixavam claro qual seria o tipo de jogo enfrentado pelo Flamengo.
“A torcida é uma loucura. O Vitória vai fazer o jogo ficar intenso, porque a ideia é tornar a partida desconfortável para o adversário.”
Na visão do jornalista, o time baiano conseguiu exatamente o que pretendia: transformar o confronto em um jogo emocional, físico e desconfortável, principalmente pela dificuldade do Flamengo em criar chances claras mesmo tendo mais posse de bola.
“Parecia jogo de meio de tabela”
A crítica mais forte de Victor Birner veio justamente ao comparar a postura do Flamengo com a de uma partida sem peso decisivo: “Parecia um jogo de pontos corridos, de meio de tabela para o Flamengo.”
O comentarista ressaltou que o comportamento rubro-negro contrastava diretamente com a entrega do Vitória, que encarou o duelo “como uma decisão”.
A análise abriu discussão no programa sobre a intensidade competitiva do Flamengo em mata-matas. Para Birner, faltou ao time justamente o senso de urgência típico desse tipo de confronto.
Comentarista levanta discussão sobre prioridade da Copa do Brasil
A partir dessa análise sobre comportamento e intensidade, Birner levantou uma discussão mais ampla envolvendo o peso da Copa do Brasil para equipes como Flamengo e Palmeiras.
O comentarista fez questão de explicar que não considera a competição irrelevante, mas entende que clubes com capacidade real de disputar Brasileirão e Libertadores acabam encarando o torneio de forma diferente.
“Claro que é importante ganhar. Tem dinheiro, festa, mata-mata… Mas talvez ela não tenha o mesmo peso que teria para equipes que não conseguem brigar pelo Campeonato Brasileiro.”
Birner ainda levantou a hipótese de que essa percepção possa influenciar inconscientemente o comportamento dos jogadores em alguns jogos decisivos.
Gian Oddi relembra histórico do Flamengo em mata-matas
Durante o debate, Gian Oddi concordou parcialmente com a discussão e lembrou que esse tipo de questionamento já apareceu em outros momentos recentes do Flamengo, inclusive em Libertadores.
Oddi ponderou que não sabe se a questão passa exatamente pela hierarquia das competições, mas destacou que partidas que o time não reage bem a partidas que naturalmente exigem uma postura emocional diferente dos jogadores.
O exemplo são jogos contra equipes de menor apelo, ainda que em uma competição hierarquicamente importante, como a continental.
Flamengo aumenta pressão após eliminação
A derrota para o Vitória encerrou a trajetória do Flamengo na Copa do Brasil e ampliou os debates sobre desempenho, postura competitiva e intensidade em jogos decisivos.
Mais do que o resultado, a discussão passa agora pelo comportamento da equipe em partidas sem tanto apelo.
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