
Qual a lógica de um jogo coletivo? Interessante essa pergunta. Se, no caso dos esportes individuais, como algumas modalidades de atletismo, o tênis, e muitos dos esportes aquáticos, o componente pessoal tem relevância (estar num “dia bom”, ter se condicionado adequadamente, realizar rotinas de treinos específicos, etc.), o que dizer em relação aos jogos coletivos?
Não existe, portanto, lógica. Explico: não se sabe de antemão quem irá se sagrar vencedor na “peleja”. E o ponto de partida não pode ser, de modo simplório, a comparação entre os elencos, os “scouts” dos jogos anteriores, o valor salarial, os títulos conquistados na carreira, etc. Se assim fosse, em todas as partidas, já se teria antecipado o resultado. Pela lógica!
E o futebol é o que é – apaixonante – justamente por contrariar toda e qualquer lógica. E por ser imprevisível, despertando tantas paixões. Nisso, a equipe considerada mais fraca pode “endurecer” o jogo, dificultando que a superioridade “prévia” – do time que esteja na frente, na tabela, ou que tenha maiores salários e maior valor agregado – se concretize.
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Então, surge a “zebra”, uma figura de linguagem que representa o inusitado, o improvável, o imponderável. Aquilo que contraria qualquer estatística. E que derruba os palpiteiros de plantão, sejam eles jornalistas ou cronistas esportivos, youtubers ou influencers e o torcedor em geral, nas rodas de conversa do trabalho, da escola, do grupo de amigos, do bar…
Neste final de semana há uma oportunidade “de ouro” para demonstrar a ilogicidade do futebol. Os dois primeiros colocados do Brasileirão disputarão seus jogos na rodada 15 fora de casa. O Flamengo vai a Porto Alegre enfrentar o “sempre encardido” Grêmio (décimo quarto). E o Palmeiras irá a Belém para jogar contra o Remo, que é o vice-lanterna (décimo nono) da competição. O Remo é um dos caçulas do campeonato, posto que ficou fora da primeira divisão por 32 anos.
Teoricamente – e a teoria na prática pode se revelar outra, sabemos – o Flamengo terá mais dificuldades neste segundo final de semana do mês das mães, maio. E o Palmeiras tem grandes chances de ampliar a vantagem que tem sobre o rubro-negro.
No entanto, ainda que eu não seja píton nem tenha uma bola de cristal, também faço o meu palpite. Ou palpites. No meu “feeling”, o Flamengo irá vencer o Grêmio e o Palmeiras, num jogo difícil, irá perder para o Remo. Sem medo de errar e ser “xingado” pelos meus pares da maior nação do mundo, é o meu pressentimento.
Mas, se eu acertar, agradeço os cumprimentos e os sorrisos…
Porque futebol não é lógica. Nem lógico!
Marcelo Henrique é natural do Rio de Janeiro (RJ) e reside em Florianópolis. Cursou Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina. Trabalhou em jornal e rádio. É articulista e editor de revistas técnicas, científicas e filosóficas. Cursa Doutorado em Administração (UFSC).
Siga no Twitter: @profmarcelobotticelli
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