O Flamengo chegou a um acordo com a Libra, alcançando uma pacificação com os clubes que fazem parte do acordo. O clube conseguiu sair vencedor na mesa de negociações, garantindo receita extra de R$ 37,5 milhões por ano, o que totaliza R$ 150 milhões até o fim do contrato.
O advogado Rodrigo Rollemberg falou sobre o tema em entrevista ao canal ‘Ser Flamengo’, do jornalista Túlio Rodrigues, detalhando a disputa e demonstrando um verdadeiro ‘nó jurídico’.
As brechas do contrato e o “xeque-mate” do Flamengo
Para Rollemberg, o conflito teve início na confeccção de um contrato ruim da liga. O documento não especificava a divisão de receitas e se mostrava ambígua e mal formulada.
“O contrato quando é bem feito, ele é todo amarrado, você não pode deixar brechas. Eles não determinaram o que seria para PPV, o que seria para TV aberta, o que seria para TV paga, o que seria pela internet… eles só falaram assim: é R$ 9.000 para eu ter direito ao campeonato”, comenta.
O principal foi a tentativa de alteração no critério de medição da audiência, de ‘indivíduos’ para ‘domicílios’, o que minimiza o peso da Nação. O advogado afirma que a gestão Bap foi certeira na identificação de que essa mudança exigiria unanimidade, o que o Flamengo jamais concordou.
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“Eles tiraram de indivíduos, botaram para domicílios, porque possivelmente mais indivíduos dentro daquela residência poderiam ser do mesmo time. Só que, como foi dito, teria de ter a unanimidade. E nós sabemos que o BAP nunca deu a unanimidade”, continua.
Estratégia financeira: o risco do ‘pix errado‘
Rodrigo, então, rememora o bloqueio judicial dos valores, momento mais tenso da disputa. Ele defende o Flamengo na postura agressiva na Justiça, entendendo que isso foi fundamental da defesa contra os clubes em situação financeira ruim. Isso porque existia grande chance do dinheiro ser gasto, e o Rubro-Negro jamais conseguiria reaver a quantia que lhe seria de direito.
“Se o dinheiro for depositado na conta e depois o Flamengo ganha o mérito, o que acontece? Você nunca vai recuperar esse dinheiro. É o famoso ‘pix errado’. O cara recebe, gasta e fala: ‘Já gastei’. Os clubes gastam milhões. Vimos agora uma transação entre Botafogo e Flamengo pelo zagueiro Barbosa, que o Botafogo está vendendo o zagueiro para pagar a folha”, explica.
‘Ninguém dá R$ 150 milhões se tem razão‘, diz Rollemberg
O Flamengo acabou cedendo parte do valor que pleiteava no começo do imbróglio. No entanto, Rodrigo Rollemberg diz que o resultado final confirma que o direito estava do lado do clube carioca.
“”Ninguém, em sã consciência, vai dar 150 milhões para um outro clube se você tem todos os contratos assinados e você sabe que vai ganhar a demanda. Eu nunca faria esse acordo se tivesse razão. O Flamengo fez o acordo por quê? Porque ele evita cinco anos de processo e já vai receber os 37,5 milhões por ano”, conclui.
A análise do advogado mostra que o Flamengo sempre esteve certo dos seus direitos e das brechas deixadas no contrato da Libra. A entrevista pode ser assistida na íntegra abaixo.
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