quinta-feira, abril 30

O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, disparou contra a atuação do árbitro Piero Maza após o empate em 1 a 1 com o Estudiantes. O dirigente afirmou que o cenário encontrado em campo foi de violência e não de agressividade competitiva.

Boto destacou que o elenco deixou o gramado do Estádio Jorge Luis Hirschi com diversos hematomas pelo corpo. Na visão do diretor, a sensação era de que os atletas estavam voltando de uma guerra e não de uma partida de futebol. Ele cobrA uma postura mais rígida da Conmebol.

“Estamos ali dentro com uma série de jogadores cheios de hematomas. Parece que saíram de uma guerra e não de um jogo de futebol. Agressividade é uma coisa e violência é outra. Os árbitros não sei por que conduzem o jogo de uma forma diferente na Argentina”, disse Boto, antes de completar:

“Há dois lances claramente de expulsão que ele deixa para trás e é impossível jogar assim.”

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O dirigente citou especificamente dois lances em que o cartão vermelho deveria ter sido aplicado aos jogadores do Estudiantes. No primeiro, Farías atingiu Emerson Royal com uma tesoura por trás, recebendo apenas o amarelo.

No segundo, Palacios deu uma entrada forte em Bruno Henrique e sequer foi advertido. Como já tinha amarelo, o jogador rival seria expulso ainda que não recebesse o vermelho direto. Contudo, Piero Maza ficou rindo durante as reclamações de jogadores rubro-negros.

As críticas também se estenderam à passividade do VAR, que não interveio em lances considerados claros pela diretoria do Flamengo. Boto ressaltou que a forma como o jogo foi conduzido tornou impossível a prática do futebol técnico.

José Boto cobra critérios da Conmebol para jogos na Argentina

O diretor reforçou que existe uma diferença gritante no critério dos árbitros quando as partidas acontecem na Argentina. Segundo ele, o Estudiantes fez o jogo que a arbitragem permitiu, aproveitando a omissão do juiz chileno.

“A Conmebol tem que ver como os árbitros apitam aqui na Argentina. Apitam de uma forma aqui e fora, de outra. Não tem a ver com a outra equipe, fizeram o jogo que a deixaram fazer, sempre apoiada aqui, tem um bom público, uma boa equipe.”

“Nossos árbitros não podem deixar que isso aconteça. Se virem nossa equipe, parece que vieram de uma guerra. É um alerta”, concluiu o dirigente.

Boto acredita que o Flamengo foi prejudicado emocional e fisicamente por não ter a integridade dos seus jogadores protegida. Ele reiterou que a equipe argentina é qualificada e tem bom público, mas não pode ser beneficiada pela violência.

Auxiliar de Leonardo Jardim dispara contra a arbitragem

José Boto não foi o único a criticar a atuação de Piero Maza durante a partida do Flamengo. Após o apito final, o auxiliar João Barros, ecolhido para a coletiva em função da expulsão de Leonardo Jardim, criticou o árbitro chileno.

“Com relação a arbitragem, vocês têm as imagens, assistiram ao jogo. Portanto, tem uma capacidade maior até do que nós para avaliar os lances. (Sobre força mental) Nós estávamos preparados para este jogo, até para esta característica atípica, deste tipo de futebol”, disse, antes de completar:

“Pelo contrário, acho que nossos jogadores estiveram com uma performance impecável a nível mental. Não perderam a cabeça. E esse resultado, mesmo não sendo o que nós idealizamos, acaba premiar o esforço e a dedicação e capacidade mental dos nossos jogadores.”

Agora, o Fla se parpara para o clássico contra o Vasco, no domingo (3), pela 14ª rodada do Brasileirão.


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