Em entrevista à Flamengo TV, o jogador relembrou como surgiu a oportunidade de vestir o Manto Sagrado e falou sobre a importância que a permanência no clube teve em sua trajetória. Para Varela, renovar o contrato com o Flamengo foi ainda mais significativo do que a própria chegada ao Brasil.
“Eu sempre falo para as pessoas próximas ou minha família que o meu maior passe não foi chegar no Flamengo, mas renovar. Porque o Flamengo hoje em dia fecha os olhos e compra, sabe? Não tem problema. E o Flamengo quis renovar comigo no ano passado. Para mim, este foi o melhor passe. Foi um presente”, declarou.
A fala demonstra a identificação que o lateral construiu desde que desembarcou no Rio de Janeiro. Inicialmente, Varela assinou um vínculo curto com o Flamengo, válido até maio de 2023, após deixar o futebol russo por meio da medida excepcional criada pela Fifa em razão da guerra.
Leia mais: Flamengo prepara novidades no DM durante Data Fifa; veja situação dos lesionados
O começo, contudo, foi de altos e baixos. O próprio jogador reconheceu que chegou ao clube esperando ter mais oportunidades, mas encontrou uma disputa por posição já estabelecida. Depois de um primeiro ano difícil, conseguiu ganhar espaço e se firmar a partir de 2024.
A evolução teve seu ponto alto em 2025, quando Varela disputou 51 partidas e participou das conquistas da Libertadores e do Campeonato Brasileiro. Em agosto daquele ano, o Flamengo oficializou a renovação do contrato do uruguaio até dezembro de 2027.
Varela relembra chegada ao Flamengo e projeta futuro no Rio de Janeiro
A oportunidade de defender o Flamengo surgiu em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia. Na época, a Fifa criou uma regra que permitia a jogadores estrangeiros vinculados a clubes dos dois países suspenderem unilateralmente seus contratos. Varela contou que chegou a pensar em permanecer na Rússia, mas mudou de ideia quando recebeu o contato do Rubro-Negro.
“Eu estava na Rússia e aí começou aquela guerra com a Ucrânia. Então, a princípio, eu fiquei lá. Minha esposa foi para o Uruguai porque nosso treinador tinha falado que era melhor mandar a família para casa. (…) Aí a Fifa lançou aquela cláusula para os jogadores que estavam na Rússia, que podiam sair livres, se quisessem, só assinando um papel. Aí apareceu o Flamengo”, relembrou.
A adaptação ao Rio de Janeiro também teve papel importante na decisão de construir uma história no clube. Varela contou que a esposa gostou da cidade desde o primeiro contato e destacou a receptividade dos brasileiros. Além disso, a família aumentou com o nascimento de Milena, filha do jogador, que é carioca.
O uruguaio, inclusive, não descarta continuar morando na cidade depois de encerrar a carreira como jogador. Questionado sobre a possibilidade, Varela deixou claro que o Rio já ocupa um lugar especial em seus planos.
“Quando parar de jogar, eu quero ficar no Rio de Janeiro”, afirmou. O lateral explicou que o nascimento da filha na cidade é um dos motivos que tornam essa possibilidade ainda mais atraente.
A matéria tem um gancho que vai além da declaração sobre a renovação: conta a transformação de uma oportunidade circunstancial em um projeto de vida. E a frase sobre o maior acerto da carreira funciona muito bem como eixo da reportagem.
Fique por dentro de tudo no seu WhatsApp! 📲 Quer receber as notícias do Mengão em primeira mão, direto no seu celular? Entre agora no canal oficial do Jornal do Fla no WhatsApp e não perca nenhum detalhe sobre o nosso Mais Querido.
👉 CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NO CANAL

