
O Bap prometeu, muita gente acreditou, certos setores da torcida até foram massa de manobra o bastante pra levantar faixa em estádio e cantar musiquinha. Mas a verdade é que não, mesmo com o resultado da eleição, o futebol brasileiro não acabou e o Clube de Regatas do Flamengo não fechou suas portas. Tomamos um gol do meia Bernard, o famoso “anemia nas pernas”? Sim, mas ainda que isso com certeza danifique a autoestima de qualquer atleta ou torcedor, não equivale a um encerramento das atividades.
Não que não tenham existido, durante a vitória desta segunda diante do Atlético-MG, vários momentos que fizeram o rubro-negro questionar se realmente seria um desgosto profundo a ausência do Flamengo no mundo. O primeiro gol mineiro, sofrido num contra-ataque, é daquelas falhas coletivas de marcação em que todo mundo pode ser criticado, ninguém merece elogios, e Rossi apresentou um de seus mais tradicionais movimentos, que é o pulo no mesmo lugar. Sair atrás do placar no Maracanã, numa partida valendo a liderança do Brasileiro, não é exatamente um grande jeito de começar a noite.
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Mas em algum momento o fato de ser um time superior, com mais posse de bola e criando mais chances, tinha que fazer a diferença.
Primeiro num cruzamento de Plata que foi carinhosamente entubado pelo goleiro adversário, ele mesmo incapaz de aceitar que o Flamengo seria capaz de perder uma partida assim. E depois, quando um líder popular decidiu garantir uma virada que, não apenas era justa, como trouxe felicidade para milhões de brasileiros espalhados pelo país e pelo mundo. Sim, estamos falando de Arrascaeta, com um chute colocado, que parecia decidir ali mesmo a partida.
Infelizmente não foi o caso. Mais uma falha de marcação, dessa vez num chute de Renan Lodi onde Rossi tentou dar um golpe de vista ou apenas esqueceu que possuía braços, o que você achar mais provável. E mesmo com 66% de posse de bola, seis vezes mais finalizações e mais que o dobro de passes trocados, o Flamengo de Leonardo Jardim se via empatado no placar, perdendo a liderança num Maracanã com mais de 60 mil torcedores.
Lição para presidente do Flamengo
E muitas coisas podem ser ditas sobre esse Flamengo de 2026. Que nosso presidente é um babaca egocêntrico que quer usar o clube pra fins políticos, que nosso diretor de futebol é um fanfarrão que só aparece pra falar bobagem e some quando o clube precisa, que nosso treinador é um técnico de segundo escalão que só veio parar na Gávea por estupidez do presidente e do diretor. Você pode criticar Pedro por estar perdendo gols que uma criança faria, você pode se perguntar como o clube mais rico do continente tem um lateral-esquerdo idoso e outro que mentalmente não saiu da primeira infância. Na verdade, você pode dizer bastante coisa, se você for pensar.

Mas você não pode dizer que, nesta segunda-feira, 26/10/2026, a equipe rubro-negra não lutou até o fim. E foi graças a essa luta que Léo Pereira sofreu, nos acréscimos do segundo tempo, o pênalti que Carrascal bateu no cantinho para definir a partida. 3×2, Flamengo, ainda que aos trancos e barrancos, segue na liderança do Campeonato Brasileiro. Pro azar de quem queria semear terror e de quem torceu contra, ainda estamos aqui e continuamos vivos na briga por mais uma taça.
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