Rodrigo Caio participou do Charla Podcast na última quinta-feira (8) e relembrou os detalhes do gol do título da Libertadores 2025. Ele fazia parte da comissão de Filipe Luís e era responsável pela bola parada.
“Claro que era toda uma equipe. É um trabalho conjunto, várias cabeças pensando, você vai analisando. Mérito total deles (jogadores) por acreditarem. Nosso objetivo é somente a gente passar informação. Fazer um bloqueio aqui, ali, você atacar, você vai ter chance. O cara acreditar é o mais bacana. Já estive do outro lado e sei que não é fácil. Faz uma vez, não dá certo. Duas, não dá certo. O cara já muda”, inicia.
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Rodrigo Caio conta que tinha pouco tempo para planejar as jogadas, já que Filipe Luís não gostava de dar muito tempo para esses lances nos treinos.
“Ainda mais num contexto difícil que é a falta de treinamento. Não tem como treinar. O Filipe não era muito adepto a tanto treinamento de bola parada, achava que fadigava um pouco mais. Era o meu entendimento de falar, ‘beleza, não vamos treinar, eu vou montar e eu vou passar para eles’. Na final da Libertadores foi assim”, comenta.
Rodrigo Caio observou bola parada do Palmeiras no Brasileirão antes de final
O encontro anterior entre Flamengo e Palmeiras foi crucial para esse planejamento. Rodrigo Caio já sabia o que tinha dado certo para os palmeirenses e que ele repetiriam na decisão. Assim, nasceu a jogada do gol do Flamengo e outros posicionamentos em bolas paradas.
“No Brasileiro, a gente sofre muito com a bola parada deles. Fazem uma jogada em cima de nós de bloquear os últimos homens de trás. Bloqueavam com Aníbal Moreno e Flaco, e o Gustavo Gómez fazia um movimento para atacar essa zona. Na minha percepção, iriam executar o mesmo na final, já que deu certo. ‘Filipe, preciso de dez minutos para treinar defensivamente. Não, não vou treinar ofensivo, ofensivo já sabemos o que fazer'”, lembra.
Rodrigo Caio montou jogada do gol do título estudando marcação palmeirense nos escanteios.
“Estudamos e eu sabia que o Palmeiras só marcava com dois bloqueadores. Tinham seis jogadores numa linha, dois bloqueadores e dois no rebote. Então vão marcar BH e Léo Pereira. Tinha certeza. Tenho que bloquear o Flaco e o de trás, assim, tenho esse espaço para atacar. Arrascaeta bloqueia, Danilo vai ser o cara livre, vai sair de trás e atacar essa zona”, afirma.
No fim, Rodrigo Caio dá créditos aos executores da jogada, destacando a genialidade de Danilo e a leitura própria do zagueiro.
“No primeiro, ele sai um pouco antes. Ele sabia que o espaço estava ali. Genialidade deles de entender o momento, que o espaço está ali, fazer o movimento certo, acreditar no que falamos. Quando falei para o Filipe, ‘não, bora, vamos que vai dar certo'”, conclui. Assista.
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