O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os efeitos da Medida Provisória (MP) que proíbe as casas de apostas no Brasil. A entidade solicitou ao ministro Luiz Fux autorização para participar do processo e apresentou alternativas para evitar impactos imediatos sobre o futebol.
O pedido principal é que a medida fique suspensa até que o Congresso Nacional delibere sobre o assunto ou que o STF julgue as ações que questionam a proibição. Caso não consiga interromper os efeitos da MP, o sindicato propõe um período de transição de seis meses antes da implementação definitiva da restrição.
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Entre os argumentos apresentados, o Sinafut destaca o impacto financeiro da medida sobre clubes e federações. Segundo a entidade, o encerramento das atividades das empresas de apostas ocorrerá justamente na reta final das competições, período em que os contratos de patrocínio podem representar receitas importantes para as instituições esportivas.
O sindicato também aponta dificuldades para o planejamento financeiro de 2027, incluindo a elaboração dos orçamentos dos clubes e a organização dos campeonatos estaduais, previstos para começar em janeiro.
MP das bets: vices da CBF integram a diretoria do Sinafut
A mobilização contra a MP reúne representantes das casas de apostas, clubes, federações e da própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Dois vice-presidentes da entidade integram a diretoria do Sinafut: Ednailson Leite Rozenha, presidente da Federação Amazonense de Futebol, e Ricardo Glock, presidente da Federação Paraense.
Felipe Feijó, presidente da Federação Alagoana de Futebol e filho de Gustavo Feijó, diretor de seleções da CBF, também faz parte do sindicato. A confederação tem interesse direto na discussão, pois mantém acordos comerciais com empresas do setor.
Um exemplo é o contrato de naming rights do Campeonato Brasileiro com a Betano. A entidade também está preocupada com as possíveis perdas financeiras provocadas pela proibição.
O Sinafut pretende atuar no processo que já conta com ações da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As duas organizações também solicitaram a Luiz Fux a suspensão imediata da MP.
Até o momento, os pedidos representam tentativas de barrar ou adiar a aplicação da medida. A decisão sobre a continuidade da proibição caberá ao STF e, no âmbito legislativo, ao Congresso Nacional.
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