
O Flamengo controlou territorialmente a partida contra o Remo desde o início, mantendo o jogo predominantemente no campo do time do Pará. A equipe terminou com 62% de posse de bola e 18 finalizações, contra sete dos adversários, números que refletem a superioridade rubro-negra ao longo dos 90 minutos na vitória por 1 a 0.
Contra um Remo mais fechado, o desafio esteve em encontrar espaços para transformar a posse em oportunidades. Ainda assim, o Flamengo conseguiu movimentar a defesa adversária e produzir chances, principalmente através de Samu Lino, que foi a principal válvula de desequilíbrio pelo setor ofensivo.
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Sua capacidade de acelerar as jogadas, partir para o confronto individual e atacar os espaços foi determinante para aumentar a presença rubro-negra no último terço. Arrascaeta também teve papel importante na construção das jogadas, participando da criação e encontrando Lino na jogada que originou o gol.

Apesar de ter desperdiçado uma boa oportunidade anteriormente, sua capacidade de encontrar passes em zonas mais adiantadas continuou sendo relevante para desmontar o bloco defensivo do Remo. Sem a bola, o Flamengo respondeu bem às tentativas de transição dos donos da casa.
Defensivamente, Flamengo ‘soube sofrer’ contra o Remo
Quando o Remo conseguiu avançar, a equipe manteve a organização e evitou que essas saídas se transformassem em situações de maior perigo. Na pressão final, já com o adversário buscando o empate, a defesa também mostrou segurança, com Ayrton Lucas se destacando pelas antecipações dentro da área.

Outro aspecto importante foi a capacidade de manter o plano de jogo mesmo com a mudança das condições. O temporal e o gramado pesado e encharcado dificultaram a circulação, mas o Flamengo não abandonou a ideia de controlar a partida pela posse e pela ocupação do campo ofensivo.
As estreias de Anthony Valencia e Joaquín Freitas também merecem destaque: os reforços entraram mantendo o nível de intensidade e concentração da equipe, oferecendo novas alternativas a Leonardo Jardim e ampliando suas possibilidades de rotação ao longo da temporada.
E, além da análise técnica e tática, das condições climáticas e de todas as dificuldades impostas pelo gramado, há dois pontos que merecem ser destacados: os três pontos e a postura dos jogadores. Foi uma partida extremamente adversa, e o Fla soube entender o contexto, competir e lutar por cada bola, sem deixar que as dificuldades tirassem a equipe do jogo.
Essa capacidade de se adaptar, sofrer quando necessário e manter a concentração é característica de times que estão preparados para momentos decisivos. E o Flamengo, mais uma vez, mostrou que está.
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