A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A, B, C e D aprovaram, nesta segunda-feira (10), um pacote de novas regras para a arbitragem no futebol nacional que entram em vigor já a partir da próxima rodada do Brasileirão.
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As mudanças têm como principal objetivo aumentar o tempo de bola rolando e coibir as chamadas “ceras”, práticas usadas pelas equipes para atrasar o jogo.
A decisão foi tomada em reunião na sede da CBF, no Rio de Janeiro, e contou com a presença de dirigentes de clubes de todo o país. O movimento faz parte de uma estratégia da entidade para modernizar o futebol brasileiro, aumentar sua competitividade e elevar o valor comercial das competições.
De acordo com um estudo conduzido pela empresa de análise de dados Opta, os jogos da Série A do Brasileirão em 2026 têm uma média de apenas 52 minutos e 54 segundos de bola rolando, índice inferior ao de todas as cinco principais ligas europeias (Alemanha, Espanha, França, Inglaterra,e Itália). A CBF espera que, com as novas regras, esse número chegue a 57 minutos por partida.
Grande parte das alterações já foi testada na Copa do Mundo de 2026 e considera bem-sucedida pela entidade. Outras medidas, inéditas no país, também começam a ser aplicadas agora em algumas ligas europeias.
Confira abaixo todas as mudanças aprovadas:
1. Goleiro terá 8 segundos com a bola nas mãos
O arqueiro que permanecer com a bola nas mãos por mais de oito segundos concederá um escanteio para o time adversário. A regra já existia, mas a punição era tiro livre indireto; agora, a penalidade é mais severa.
2. Cinco segundos para cobrança de lateral
A contagem começa assim que o jogador pega a bola. Se o tempo for excedido, o lateral é invertido em favor da equipe adversária.
3. Cinco segundos para o tiro de meta
O árbitro apita e inicia a contagem de cinco segundos. Caso o goleiro ultrapasse o prazo, será marcado escanteio para o adversário.
4. Dez segundos para o jogador substituído deixar o campo
O atleta que for substituído tem até dez segundos para sair do gramado, devendo deixá-lo pelo ponto mais próximo. Se o prazo for ultrapassado, o substituto terá que aguardar um minuto para entrar.
5. Um minuto fora de campo após atendimento médico
Qualquer jogador que receber atendimento médico dentro de campo deverá ficar um minuto do lado de fora antes de retornar à partida.
6. Se o goleiro for atendido, um jogador de linha fica um minuto fora
Caso o goleiro precise de atendimento médico, o técnico ou o capitão deverá escolher um jogador de linha para ficar um minuto fora de campo.
7. Somente o capitão poderá falar com o árbitro
A regra acaba com os “bolinhos” – quando vários jogadores cercam o árbitro. Apenas o capitão de cada equipe será o interlocutor autorizado durante toda a partida.
8. “Protocolo Vini Jr.”: cobrir a boca em discussão pode dar cartão vermelho
O jogador que cobrir intencionalmente a boca durante uma discussão com um adversário estará sujeito à expulsão. A medida é uma referência ao atacante brasileiro Vinícius Júnior, frequentemente alvo de provocações racistas.
9. VAR poderá revisar o segundo cartão amarelo que resultar em expulsão
A arbitragem de vídeo agora poderá revisar a aplicação do segundo cartão amarelo quando este implicar na expulsão do atleta.
10. A partir de 2027, VAR poderá revisar escanteio marcado incorretamente
Ao contrário das demais regras, que já valem a partir da próxima rodada, esta só será implementada no início da temporada de 2027. O VAR poderá intervir quando um escanteio for marcado de forma equivocada e a cobrança resultar diretamente em gol ou pênalti.
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As novas regras serão aplicadas com efeito imediato nas Séries A e B do Brasileirão, na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino e na Copa do Brasil a partir das quartas de final. A CBF também anunciou um investimento de R$ 200 milhões em arbitragem entre 2026 e 2027.
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