A véspera do duelo crucial pela Libertadores contra o Flamengo ganhou contornos dramáticos para o Cruzeiro. O atacante colombiano Luis Sinisterra, que vinha ganhando espaço no esquema de Artur Jorge, sofreu uma grave lesão na coxa esquerda e precisará passar por cirurgia.
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A previsão de afastamento do ponta pode chegar a seis meses. O cenário coloca em xeque não apenas a sequência do jogador na temporada, mas todo o planejamento ofensivo do clube mineiro para a reta final do ano.
Impacto na Libertadores e crise no Cruzeiro
A perda de Sinisterra chega em um momento particularmente delicado. O Cruzeiro se prepara para enfrentar o Flamengo pela Libertadores e o técnico Artur Jorge já havia manifestado preocupação com os desfalques, admitindo dificuldades para encontrar soluções no mercado.
O problema não se restringe a Sinisterra. O Cruzeiro acumula uma série de baixas importantes: Gabriel Pec se recupera de uma fratura na tíbia da perna esquerda e também deve desfalcar o time pelo restante da temporada. Levantamento do início do ano já apontava que o clube havia registrado 12 jogadores lesionados em apenas 16 partidas na temporada.
Com as ausências, a comissão técnica deve recorrer a nomes que vinham com pouco espaço. Os pontas Marquinhos e Wanderson podem ganhar sequência no ataque. No jogo contra o Botafogo, Wanderson foi o escolhido para substituir Sinisterra pelo lado esquerdo. Bruno Rodrigues também surge como alternativa.
Histórico de lesões assombra o colombiano
Desde que chegou ao Cruzeiro, em agosto de 2025, Sinisterra convive com problemas musculares recorrentes. Esta é a quinta lesão sofrida pelo atacante em menos de um ano de clube, duas na coxa direita e três na esquerda.
O primeiro problema ocorreu no fim de setembro do ano passado, com um estiramento muscular na coxa direita. Em outubro, após disputar apenas duas partidas saindo do banco, teve nova lesão muscular, desta vez na coxa esquerda. A mais recente, antes do atual episódio, havia ocorrido em fevereiro, durante a partida contra o Mirassol.
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Apesar do histórico negativo, Sinisterra vivia sua segunda melhor sequência desde a contratação, com nove jogos consecutivos pelo clube, cinco deles como titular. Na temporada, o camisa 17 disputou 13 partidas e marcou dois gols.
Lesão ocorreu contra o Botafogo
O lance que resultou na contusão aconteceu aos 37 minutos do primeiro tempo da partida entre Cruzeiro e Botafogo, no último domingo (26), pelo Campeonato Brasileiro. Sinisterra recebeu um lançamento longo pelo meio, acelerou para alcançar a bola, mas interrompeu a corrida ao sentir fortes dores na coxa. Caído no gramado, o atacante recebeu atendimento médico, deixou o campo de maca e seguiu diretamente para o vestiário, visivelmente abatido e aos prantos.
Inicialmente, a expectativa era de um afastamento de, no mínimo, 60 dias. No entanto, exames mais detalhados realizados na segunda-feira (27) revelaram um cenário muito mais preocupante. O Cruzeiro informou que a lesão ocorreu em uma região da coxa que o jogador ainda não tinha machucado em toda a carreira, o que aumentou a complexidade do caso.
“É uma lesão grave, que envolve uma parte da coxa, que é o tendão. O Sinisterra vai precisar passar por cirurgia. Quando vem uma lesão muscular acompanhada de tratamento cirúrgico, é que a lesão é gravíssima. Dificilmente o Sinisterra joga neste ano”, detalhou o repórter Samuel Venâncio, do portal Central da Toca.
O tempo estimado de recuperação é de cinco a seis meses, o que praticamente encerra a participação do atacante na temporada 2026, e deixa o Cruzeiro desfalcado pelo resto do ano.
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